Política

Agronegócio

5 vezes que Bolsonaro, com aval dos golpistas, atacou indígenas para agradar o agronegócio

Bolsonaro junto com o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e os golpistas estão de mãos dadas para acabar com os povos originários e abaixo apontamos 5 vezes em que atacou os indígenas para favorecer o agronegócio.

segunda-feira 19 de abril| Edição do dia

Foto: Adriano Machado/Reuters

1.
Violência contra indígenas aumenta 150% no primeiro ano do governo Bolsonaro. Relatório traz informações alarmantes que mostram o aumento de todo tipo de violência contra os povos indígenas, como invasão de territórios, violações, ameaças, mortalidade infantil, suicídios, assassinatos e outros.

2. Bolsonaro tentou diversas vezes liberar mineração para destruir terras indígenas. Movido pela ganância capitalista de destruição da Amazônia e ataque aos povos indígenas, Bolsonaro quer colocar já em votação a PL 191 para exploração mineral que ele mesmo apresentou há um ano.

Mais aqui: Mesmo sendo ilegal, Bolsonaro autoriza a mineração dentro de território indígena

3. Desmonte dos órgãos de fiscalização leva indígenas a terem que fiscalizar as terras contra invasões. As invasões se intensificaram desde 2019, primeiro ano do mandato de Bolsonaro cujos ataques constantes aos povos indígenas e por outro lado apoio incondicional aos interesses do agronegócio, vem fortalecido e encorajado os invasores.

4. Funai no governo Bolsonaro e Mourão tentou limitar autodeclaração indígena e decidem mudar os critérios usados no País para determinar quem é índio ou não no Brasil.

5.
STF tentou aprovar marco temporal que acabava com o direito de centenas de povos indígenas às terras uma medida que deriva de um processo de reintegração de posse movido pela Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (Farma) contra a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o povo indígena Xokleng em que a Terra Indígena Ibirama-Laklaño, parte do território tradicional dos Xokleng e também habitado por Guaranis e Kaingang, era reclamada.

Não é de hoje que o Genocida, vulgo Jair Bolsonaro, dissemina seu ódio contra os povos originários. Pelo contrário, lá em 1998 Bolsonaro já vomitava seu racismo e vontade de exterminar os povos originários, como mostra uma entrevista dada ao Correio Braziliense que ele diz: “Pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios”.

Essa é somente uma das diversas afirmativas nojentas e repugnantes do atual presidente eleito. Entretanto, suas falas não são simplesmente soltas, há um projeto por trás delas e que ele não tem timidez em esconder. Bolsonaro, como sempre demarcou, veio para favorecer o agronegócio e todos os capitalistas, inclusive seus amigos da bancada ruralista do Congresso Nacional. Suas afirmações provam isso: “Em 2019 vamos desmarcar [a reserva indígena] Raposa Serra do Sol. Vamos dar fuzil e armas a todos os fazendeiros” No Congresso, publicado em 21 Janeiro 2016; “Se eu assumir [a Presidência do Brasil] não terá mais um centímetro para terra indígena” Dourados, Mato Grosso do Sul, 8 Fevereiro 2018; e diversas outras.

No seu atual mandato suas falas não ficaram somente ao vento, Bolsonaro junto com o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e os golpistas - o mesmo que afirmou em reunião ministerial que o governo deveria aproveitar a pandemia e “passar a boiada”, se referindo a varrer as leis de preservação ambiental - estão de mãos dadas para acabar com os povos originários.




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