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LUTA DOS TRABALHADORES | Marcello Pablito: é necessário a unificação de todas as lutas em curso!

Em meio às milhares de mortes, fome, desemprego e postos de trabalho precários, levados a efeito, de um lado por Bolsonaro e seu negacionismo, e de outro por todos os atores desse regime golpista, como STF, governadores e militares, começaram a surgir greves em diversos setores, é necessário que se unifiquem estas lutas.

sexta-feira 9 de abril | Edição do dia

“No início deste ano vimos a anunciação da saída da Ford do país, que depois de explorar durante muitos anos a mão de obra mais barata, quando vem a crise decide jogar nas costas dos trabalhadores a conta, e vimos a mobilização dos trabalhadores da Ford em Taubaté, que em menor medida segue ainda até hoje.

Nesta segunda (5), os trabalhadores da LG, também de Taubaté, entram em greve contra o encerramento da produção de celulares da gigante sul-coreana no Brasil, que demitiria 400 dos mil trabalhadores da unidade. Para além da própria fábrica da LG, as trabalhadoras das três fábricas fornecedoras da LG (Sun Tech, em São José dos Campos, Blue Tech e 3C, ambas em Caçapava) entraram em greve nesta terça-feira dia (6), devido a que com o fechamento da multinacional, perderiam também seus empregos.

Ontem os trabalhadores do Metrô de SP se reuniram em assembleia virtual para votar um indicativo de greve para o dia 20 de abril em defesa das vacinas para os trabalhadores do Metrô e dos transportes.

Nesta semana outra categoria essencial que também está muito exposta ao vírus, os rodoviários, em diversos lugares foram se organizando contra as mortes, demissões, atrasos salariais e desespero que vivem, organizando paralisações, greves e ações, como em São Paulo, Maringá, Campos do Jordão, Bauru, DF e Maceió.

Leia também: Lições da Greve das Trabalhadoras do Hospital Universitário da USP: a luta por vacina para todos.

Vários dos sindicatos das categorias citadas acima, muitos são dirigidos pela CUT e CTB, que tem na sua direção o PT e o PCdoB, e essas centrais não têm organizado efetivamente a luta desses trabalhadores, mas tentado de todas as formas conseguir algum acordo com os patrões que os beneficiam e afogam a luta dos trabalhadores das categorias. Sem contar com sindicatos dirigidos por centrais pró patronais, como é o caso da UGT, que diretamente está do lado dos empresários e patrões e não dos trabalhadores.

É papel das centrais sindicais organizarem e potencializarem a insatisfação crescente desses trabalhadores que vêm sofrendo cada vez mais com a precarização da vida e do trabalho, com a crise sanitária que os faz perder familiares e amigos, com a crise econômica e o preço dos alimentos lá no alto. As direções dos sindicatos devem organizar esse sentimento, com planos de luta, comissões em cada local de trabalho, unificando todos os trabalhadores e categorias nacionalmente, para exigir um plano emergencial para a pandemia e a anulação de todas as reformas que só atacam os trabalhadores.

Não precisamos de um dia de um “lockdown dos trabalhadores”, como promoveu a CUT no último 24 de março, chamando os trabalhadores simplismente a ficarem em casa, não promoveu a mobilização dos trabalhadores desde a base. Precisamos da unificação de todas essas lutas, é preciso uni-las e expandi-las. Com isso seria possível lutar não só por melhores indenizações, mas por garantia total de emprego e contra todos os fechamentos das fábricas.

Para isso seria importante também exigir que o sindicato unificasse a luta da Ford com todas as fábricas que estão ameaçando fechar e demitir na região. Pois com a força da unidade dos trabalhadores na luta seria possível batalhar pelo que é realmente necessário: a manutenção de todos os empregos!

Vemos todos os dias, ao redor de todo o país, os patrões demitindo e retirando direitos, se apoiando para isso nas medidas aprovadas pelo governo de Bolsonaro junto dos militares, e também pelo congresso, STF e governadores, que fazem demagogia frente ao presidente que faz pouco caso das quase 4 mil mortes por dia, mas estão todos juntos na hora de atacar os trabalhadores. Se faz necessário a unificação das lutas já.




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