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Em prol do imperialismo, Bolsonaro planeja com Trump isolar a Venezuela economicamente

Em encontro com Trump, Bolsonaro demonstrou sua vontade de cooperar com imperialismo estadunidense, dizendo que “a política do Brasil mudou de verdade”, que fará parcerias com os EUA e sugeriu "desidratar" os parceiros econômicos da Venezuela. Ou seja, quer avançar cada vez mais na entrega do país. Eduardo Bolsonaro afirmou que discutiram mais sanções econômicas para Cuba e Venezuela.

sexta-feira 28 de junho| Edição do dia

Reunião de Jair Bolsonaro e Donald Trump aconteceu no G20, que reúne Presidentes do mundo inteiro em Osaka, no Japão. Trump disse que “todas as opções estão na mesa”, inclusive aquela que pela via da força poderia tentar impor um golpe na Venezuela em troca dos recursos nacionais daquele país.

O General Otávio Rêgo Barros, atual porta-voz da presidência, afirmou que os governos dos EUA e do Brasil compreendem que “é por meio da pressão econômica que nós vamos conseguir viabilizar a democracia na Venezuela”, tentando esconder os intentos golpistas de ambos os presidentes.

Apesar de dois governos de extrema-direita, Bolsonaro é subserviente à Trump e não são iguais. Trump quer recolonizar o país sendo seu interesse em uma maior exploração da classe trabalhadora e a compra dos grandes recursos nacionais. O golpe de 2016 e a Lava-Jato foram para firmar esses interesses que Bolsonaro entrega completamente. Trump ainda emendou ao ser convidado a visitar o país afirmando: “Vocês tem ativos que alguns países nem conseguem imaginar. É um tremendo país, com uma população tremenda, então estou entusiasmado para ir”.

Bolsonaro e Trump querem com seu caráter golpista isolar a Venezuela e fazem comparações absurdas sob a perspectiva reacionária da extrema direita, afirmando, por exemplo, que eles têm que "identificar Cuba". Seus verdadeiros anseios não são nada menos do que mudar toda a correlação de forças na América Latina à direita, contra toda saída independente dos trabalhadores com um discurso velado de que assim "a democracia irá prosperar".

No Brasil, Bolsonaro enfrenta suas próprias crises e seu principal objetivo atualmente ainda é conseguir aprovar a absurda reforma da previdência para nos fazer trabalhar até morrer. Com uma crise econômica longe de passar, novas crises ainda esperam esse governo. Só os trabalhadores junto com a juventude, que mostrou sua disposição de luta em maio e no 14J, podem dar uma saída e fazer com que sejam os capitalistas a pagarem pela crise. Essa batalha está inserida em um contexto internacional e, frente às alianças de Bolsonaro e Trump se fortalecendo, desde o Brasil é preciso gritar: Fora imperialismo da Venezuela!




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