Política

Bolsonaro defende a desregulamentação e diz que "Amazônia não pega fogo porque é úmida"

Em crítica às políticas de proteção ambiental e em defesa do desmatamento, Bolsonaro afirma, em transmissão, que a “Amazônia não pega fogo porque é úmida”, buscando desmentir os focos de incêndios ilegais, recentemente registrados, mesmo com as leis de proteção ambiental.

domingo 19 de julho| Edição do dia

Em defesa da desregulamentação das leis de desmatamento da Amazônia e buscando fortalecer alas do governo, como o agronegócio e os militares - uma vez que Mourão é quem está à frente Conselho Nacional da Amazônia Legal - Bolsonaro faz absurdas afirmações sobre a situação atual da Amazônia, em transmissão ao-vivo.

Durante a transmissão, Bolsonaro dirigiu críticas ao decreto que proíbe incêndios na Amazônia durante 120 dias, ao passo em que disse que as pesquisas, que apontam o crescimento do desmatamento, fraudam os dados para incriminar o governo, referindo-se à pesquisa conduzida pelo Inpe, que mostra que junho registrou o maior número de alertas de desmatamento para o mês em toda a série histórica, desde 2015.

Em sua fala, o presidente acusou indígenas de serem responsáveis por uma parcela dos incêndios. Com essa declaração, Bolsonaro busca eximir seu governo de qualquer responsabilidade sobre as questões ambientais, ao mesmo tempo que exibe mais uma vez sua face racista, enquanto tem utilizado a pandemia como um pretexto para seguir com os ataques ao meio ambiente, aos trabalhadores e à juventude. Frente a isso, é fundamental um combate aos ataques que passe por destruir esse regime, sem confiança em setores da direita (STF e Maia), pelo Fora Bolsonaro e Mourão

Os ataques promovidos pelo Governo Bolsonaro contra o meio ambiente estão diretamente ligados aos demais ataques que são conduzidos contra as condições de trabalho, uma vez que compõem o mesmo projeto de sociedade, defendido pela direita. Nesse sentido, é fundamental que a pauta ambiental também seja tomada pelos trabalhadores em suas lutas, cujo o objetivo central deve ser impor um programa em resposta à crise política atual e também uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que temas como esse sejam debatidos pelo conjunto da população, a fim de definir os rumos do país.




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