Educação

RIO GRANDE DO SUL

A luta das professoras do estado do RS é a luta de todas as mulheres trabalhadoras

As mulheres representam cerca de 80% do quadro de professores e funcionários da educação no estado do RS. Há 21 meses viemos sofrendo ataques do governo Sartori com parcelamento e congelamento de salário, além de perseguições nas escolas. É a hora de tomar a luta em nossas mãos com a força e a garra de uma mulher! A nossa vida vale mais que os lucros deles!

segunda-feira 4 de setembro| Edição do dia

As mulheres representam cerca de 80% do quadro de professores e funcionários da educação no estado do RS. Somos as principais responsáveis em oferecer um ambiente escolar propício à aprendizagem e aos diálogos acerca das realidades da sociedade , além de produzirem muito conhecimento junto dos estudantes do estado do RS.

Somos uma categoria majoritariamente composta por mulheres. Estamos sofrendo duros ataques do Governo Sartori durante os últimos 21 meses, através de parcelamento e congelamento dos salários, por perseguições a professores através do discurso da absurda lei da "escola sem partido", onde o direito ao livre saber é atacado. Somado a isso, sofremos com a angústia de não saber se teremos o direito de receber o 13° salario e as férias no final do ano, um direito de todo e qualquer trabalhador.

Sabemos que em nosso país ser mulher é uma tarefa que exige coragem para alcançar seus objetivos, força para vencer preconceitos, violência e desrespeitos e também muita luta para que nossos direitos não sejam usurpados de nossas mãos! O governo Sartori não respeita a mulher!

Muitas professoras são as chefes de suas famílias, são elas que garantem o sustento de seus filhos, pais e de si mesmas através do seu trabalho dentro das escolas. Muitas outras mantém o sustento familiar juntamente com seus companheiros, além também de termos casais de professores que juntos tentam manter a dignidade de suas famílias. Sem o direito de receber o salário integral a mais de 20 meses, muitas professoras do RS já não conseguem mais garantir o sustento familiar, são muitos os relatos que a categoria vem relatando nos últimos meses. Somando a esse descaso , a categoria sofreu também com ataques violentos durante suas lutas para manter seus direitos. A repressão no dezembro de 2016 na Praça da Matriz em frente ao Piratini, onde bombas de gás e balas de borracha eram jogadas e atiradas em mulheres trabalhadoras, junto às demais categorias do serviço público estadual, durante a votação do pacote de maldades do Governo Sartori, nos demostra que essa governo não tem qualquer escrúpulo e seguirá atacando as mulheres! Essa situação está levando a categoria a um estado de total falta de dignidade e de desespero!

Sartori ataca as mulheres do RS, não somente a categoria de professoras, porque qualquer ataque às mulheres é um ataque a todas as mulheres!

Precisamos nos levantar contra todo o desrespeito, deboche, e violência que as professoras estão sofrendo deste desgoverno!

É chegada a hora de mostrarmos nossa força! A categoria está mobilizada, quer a luta e só aumenta sua indignação diante de tantos ataques.

Nosso sindicato tem o dever de comprar essa luta até derrotarmos Sartori! Com a força da mobilização que paralisou mais de 100 escolas em Porto Alegre e região na última sexta, à revelia da direção do sindicato, temos que construir a assembleia dessa terça-feira (05), e impor que votemos uma GREVE pautada nas reivindicações que nossa categoria tanto almeja em sua luta. Com essa força devemos batalhar para que nosso sindicato esteja a serviço de derrotar Sartori.

Agora é greve! Que a força da mulher trabalhadora seja a força da categoria de professores do RS contra Sartori.




Tópicos relacionados

Rio Grande do Sul   /    Sartori   /    Porto Alegre   /    Crise gaúcha   /    Educação   /    Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar