Política

PETROBRAS

Queremos uma Petrobrás 100% estatal e gerida democraticamente pelos trabalhadores

Contra as privatizações e o entreguismo de Bolsonaro e Guedes. É necessário de um programa para que o Sistema Petrobras seja totalmente estatizada e que seja gerida pelo os trabalhadores e a população, para esta a serviços dos interesses da população brasileira e não do lucro dos capitalistas.

terça-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

A greve nacional dos petroleiros está sendo muito forte, em seu décimo dia atinge a quase totalidade de unidades operacionais. As refinarias têm uma taxa de adesão como não se via há muito anos. Contra essa disposição de luta, a Petrobras conseguiu um ponto de apoio no TST para aumentar muito as ameaças de repressão ao movimento e os ataques ao direito de greve. Junto do reacionário Ives Gandra, a Petrobras tenta dizer que ela não tem nenhuma responsabilidade pelos 1mil empregos que pretende extinguir em Araucária, jogando essas famílias na rua. Além disso, Bolsonaro e Guedes querem seguir com seus planos de privatizações tendo agora no alvo 8 refinarias e dezenas de terminais e oleodutos da estatal.

Os ataques que seguem por Bolsonaro, Paulo Guedes e o judiciário, fazem parte de um plano ultra-neoliberal de privatizações e entrega das nossas riquezas naturais para o imperialismo norte-americano. A Petrobras é um gigantesco complexo petro-químico que engloba desde a produção até a distribuição de petróleo, compondo uma riqueza colossal. Os monopólios petrolíferos internacionais - como a Exxon-Chevron, a Shell, a Total - buscam abocanhar a Petrobras, suas distribuidoras e especialmente os poços do pré-Sal, que representam bilhões de barris de petróleo cuja renda deveria beneficiar a vida de milhões de trabalhadores.

A Operação Lava Jato e Sérgio Moro - que se beneficiou pelos serviços prestados ao golpe institucional recebendo como recompensa o ministério da Justiça do governo Bolsonaro - não possuem como alvo apenas descarregar ajustes neoliberais sobre as condições de vida da população trabalhadora e pobre. Seu propósito específico é preparar as bases para a entrega da Petrobras a estes mesmos monopólios petrolíferos mundiais.

Não podemos deixar isso acontecer. As riquezas do pré-Sal devem servir aos interesses da população pobre e trabalhadora, para investimentos na educação, na saúde, em moradia e transportes. É necessário ser contra as privatizações do sistema Petrobras para que milhares de trabalhadores não sejam demitidos.

Esse contexto privatista e entreguista é sentido diariamente por cada brasileiro. Os preços dos combustíveis, vinculados à cotação internacional do petróleo e ao dólar, são abusivos justamente para garantir o maior lucro possível para Shell e empresas similares em suas importações e quando comprarem as refinarias que Bolsonaro quer vender.

Contra esses ataques é necessário alavancar um programa por uma Petrobras 100% estatal, administrada pelos petroleiros e controlada pela população, poderia de fato garantir combustíveis, como a gasolina e o gás de cozinha, mais baratos. Para isso, tem de ser retirada das mãos dos capitalistas. A Petrobras sendo gerida pelos petroleiros e pela população em conjunto iria garantir com que as riquezas produzidas no país não fossem para pagar a fraudulenta e ilegítima Dívida Pública que só serve gerar enormes lucros aos grandes banqueiros, e nem serem entregues nas mãos dos acionistas capitalistas e empresários imperialistas. Dessa forma, a Petrobras estaria a serviço dos interesses da população, baixando o preço do combustível e o gás de cozinha e suprir as necessidades da população, podendo ser investida na saúde e na educação.

Essa greve pode cumprir um papel histórico para os trabalhadores e população de todo o país que sofrem com o desemprego beirando os 12%. Os petroleiros podem ser um ponto de apoio para pode barrar as privatizações e levanta esse programa que seja a saída para a crise da Petrobras, e que ela esteja a serviço dos interesses da população brasileira, e não ao lucro dos capitalistas.




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