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Após General apontar, Bolsonaro anuncia a extinção do Ministério dos Direitos Humanos

Já foi anunciado nesta quarta feira que a pasta será extinta e tornada uma pasta dentro do Ministério do Desenvolvimento Social. Mais cedo, General Heleno, futuro ministro da Defesa, disse que o ministério “talvez não fosse necessário”.

quarta-feira 31 de outubro| Edição do dia

Poucos dias após a eleição, muito já foi anunciado sobre os planos de ataques anti populares e os nomes reacionários do futuro governo Bolsonaro. Até a tarde desta quarta-feira (31), metade dos nomes prováveis para pastas já haviam sido anunciados, e várias mudanças a pastas importantes. Dentre elas, ficou determinada a extinção do Ministério dos Direitos Humanos. A pauta se tornará uma secretaria dentro do Ministério do Desenvolvimento Social.

Mais cedo, em entrevista à rádio Eldorado, o general golpista Augusto Heleno, carrasco do povo haitiano, que comandou, ainda no governo Lula, as “missões de paz” da ONU no país, falou que não considerava necessário que os Direitos Humanos tivessem seu próprio ministério, mas que uma se secretaria poderia cuidar do tema.

Heleno é velho conhecido das violações aos direitos humanos. Enquanto comandou o exército brasileiro no Haiti, invadindo favelas e massacrando o povo negro, tendo em vistas a manutenção do controle imperialista sobre o país caribenho, as tropas brasileiras foram e ainda são acusadas de diversas violações e abusos contra a população. Além disso, é assumido defensor da ditadura militar brasileira, e sua querela mais famosa com o então governo Lula, foi sua oposição frontal à demarcação de terras indígenas.

O general da reserva quer, agora, trazer para o Brasil mais ainda de seu “expertise” em massacrar a população negra. É um interesse óbvio de um governo que já prometeu que “nem um centímetro de terra” seria demarcado para a população indígena e quilombola, e que é amplamente composto por generais de pijamas herdeiros dos torturadores da ditadura que os profissionais defensores dos Direitos Humanos tenham o menor campo possível de atuação. O próprio Heleno, que agora ganha controle sobre os órgãos de repressão do Estado, já notoriamente defendeu que a polícia executasse pessoas a distância com tiros de sniper se eles “parecessem estar portando armas”.

Esse é mais um ataque frontal aos direitos da população que marcam só o início da investida de Bolsonaro e seu governo bonapartista contra o povo. Não pode passar em vão o desmonte contra os direitos democráticos mais básicos por parte de um governo que se prepara para atacar sem remorso o povo, roubando direitos trabalhistas e das minorias e agora limpa o caminho para reprimir a luta contra ele.

Em meio à crise capitalista, o ascenso da violência social pretende ser brutalmente suprimido pelo governo ao custo de sangue negro derramado ainda mais nas favelas nas mãos dos policiais de gatilho frouxo, com ainda mais respaldo para matar indiscriminadamente.




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