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CORONAVÍRUS

13% dos infectados pela COVID-19 no mundo são responsabilidade de Bolsonaro

No mundo, 10 milhões de infectados e 506 mil mortos; no Brasil, 1,4 milhão de infectados e 60 mil mortos, isso em um país onde há pouquíssimos testes, e as mortes se tornam apenas subnotificações.

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

Foto: AFP

No mundo, já foram registradas 506 mil mortes resultantes da rápida contaminação dA COVID-19. Já são 10 milhões de infectados, sendo que, na última semana, – segundo a Organização Mundial da Saúde – em cada dia, foram registrados 160 mil novos casos. Aqui no Brasil, um dos países que menos testa sua população, já foram registrados mais de 1,4 milhão de infectados e mais de 60 mil mortos, segundo consórcio de imprensa. Isso no marco das milhares subnotificações em todo território nacional.

Em 17 horas (dado de um boletim do consórcio de imprensa publicado em 30 de junho às 20 horas para outro publicado em 1 de julho às 13 horas), foram registados mais 18.428 novos casos e 538 mortes por COVID-19. O Estado de São Paulo, que está sob a gestão do governador João Doria e que flexibiliza a quarentena para que os patrões não parem de lucrar, fazendo os trabalhadores pagarem pela crise sanitária, foi onde se registrou mais mortes nesse período: 267 mortes, ou seja, quase 50% do total do país; alcançando já a marca de mais de 15 mil óbitos.

Mesmo diante de dados alarmantes e com o aumento da ocupação dos leitos de UTI, estados e cidades seguem com reaberturas do comércio. Os governadores fazem demagogia dizendo que, se virem riscos maiores, irão voltar para a quarentena mais “controlada”. Entretanto, no meio disso, não são apenas números que aumentam, e sim vidas que se vão. Familiares, amigos, colegas de trabalho seguem morrendo todos os dias no país sem que o governo garanta o mínimo: testes massivos. Somente com a testagem massiva da população pode-se organizar a sociedade da melhor forma para enfrentar essa pandemia.

Enquanto isso, de Jair Bolsonaro e dos militares, o que a população pôde contar foi com o negacionismo e a certeza de que todos governam em prol da pequena classe dominante de banqueiros, empresários do agronegócio e outros setores. Como se não bastasse a pandemia, a crise sanitária aprofundou ainda mais as disputas entres os bonapartismos que atuam no país, começando a corrida para ver quem assume a dianteira na gestão para dar lucros a burguesia, passando por cima das vidas da classe trabalhadora.

Para enfrentar a pandemia, é preciso implementar um programa de emergência. São necessários testes massivos para a possibilidade de uma quarentena efetiva, a multiplicação de leitos de UTI, a contratação de mais trabalhadores da saúde, a unificação do sistema privado e público da saúde sob controle dos trabalhadores, readequação da indústria nacional para a produção de todos equipamentos necessários, utensílios, medicamentos e produtos necessários para o combate à pandemia e atendimento a pacientes, proibição das demissões e o aumento do auxílio emergencial para a população de baixa renda e impostos progressivos sobre as grandes fortunas. Além disso, é preciso revogar da EC dos gastos e a reforma trabalhista e da previdência, que somente foram implementadas para que o governo siga pagando a fraudulenta e ilegítima dívida pública. Para que tudo isso seja colocado em prática, a classe trabalhadora, que é quem mais morre com a pandemia, precisa se unir para pôr fim nesse sistema capitalista, que impõe os seus lucros acima da vida de todas e todos, impondo a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




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