Internacional

GRÉCIA

1,2,3… Nova Greve Geral na Grécia

A Grécia vive nesta quinta-feira a terceira greve geral de 24 horas sob o governo do Syriza. Os trabalhadores lutam contra a reforma do sistema de pensões que o Governo de Alexis Tsipras negocia com a quadrilha de credores. Esta reforma nos direitos dos trabalhadores, desempregados e aposentados.

Josefina L. Martínez

Madrid | @josefinamar14

sexta-feira 5 de fevereiro de 2016| Edição do dia

Jornalistas gregos se manifestam em frente ao Ministério do Trabalho em Atenas. Foto: EFE/Yannis Kolesidis

Os principais sindicatos filiados na Confederação do setor público (ADEDY) e privado (GSEE) convocam essa greve, a qual se soma a corrente sindical PAME do partido comunista e as organizações políticas da esquerda grega.

“O porto não se vende” escrito nas costas de um trabalhador

Esta semana começou com greves em vários setores. Os trabalhadores dos meios de comunicação realizaram sua segunda greve de 24 horas na quarta, depois da que mantiveram durante uma semana. Por isso, ontem não houve jornais na radio e TV, não se atualizou os jornais digitais e os jornais escritos não apareceram hoje.

“Os empregados dos meios de comunicação protestam contra o impacto que provoca o plano (do ministro do Trabalho) Jeorjos Katrungalos sobre os fundos da seguridade social geral e adicional que leva aos empregados, desempregados, aposentados e suas famílias à miséria absoluta”, diz o comunicado dos jornalistas.

Os jornalistas pedem que sua caixa de pensões continue sendo independente e não se inclua dentro de uma caixa unificada, como pretende a reforma.

Nesta quinta o metro e o bonde de Atenas só circularam entre as dez e as cinco, os trens e os ônibus elétricos pararam por completo. Os taxistas, que em jornadas de greve anteriores se mantiveram à margem, desta vez decidiram somar-se.

O grêmio dos trabalhadores dos barcos e barcas também é um ator forte na jornada de greve, com uma paralisação do trabalho por 48 horas, igual ao que fizeram no final de janeiro.

A associação de comerciantes se soma a greve e os hospitais funcionaram com serviços mínimos.

Um foco quente são os bloqueis de estradas protagonizados pelos agricultores, que vem se manifestando e enfrentando a repressão policial já há varias semanas.

Segundo diversas fontes, esta terceira greve geral contra as medidas do governo Syriza terminará com uma adesão maior que as anteriores.

Do Syriza, como já fizeram outras vezes, tentam fazer parecer que a greve não é “contra Syriza” nem “contra o governo”, mas que seria para pressionar as instituições da Troika por uma melhora nas negociações. Porém, apesar dos malabarismos retóricos dos dirigentes do Syriza, a greve é contra a reforma do sistema de pensões e os cortes e ajustes que seu governo está aplicando, depois de aceitar as imposições da Troika.

Os trabalhadores e trabalhadoras Gregos, depois de um período de confusão diante da capitulação histórica do governo reformista do Syriza, no qual estes haviam depositado grandes ilusões, estão recuperando suas forças e confianças na luta.

Tudo indica que isto é só o começo de um ano 2016 que estará marcado por novas jornadas de protesto e greve da classe trabalhadora, e pela a reemergência da luta social.

Linha do tempo interativa: ajustes e protesto social, um ano de Syriza no Governo




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