Sociedade

FAMÍLIAS NA RUA

#ZemaCovarde é trending topics no Twitter devido à retomada de despejo de ocupação do MST

A hashtag #ZemaCovarde chegou nesta quinta-feira (13) ao 3º lugar dos assuntos mais comentados do Twitter, com mais de 30 mil publicações denunciando o despejo de mais de 450 famílias de agricultores do Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, sul de Minas Gerais. Ação está sendo feita pela PM do governo Zema, ordenada pela justiça.

quinta-feira 13 de agosto| Edição do dia

As famílias do Quilombo Campo Grande, que vivem há 20 anos na antiga área da Usina Ariadnópolis, sofrem hoje o despejo, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus e a necessidade do isolamento social, de moradia adequada e subsistência das famílias.

Foram mais de 12 horas de tensão ontem (12), com os agricultores resistindo e com mobilizações nas redes sociais, que fizeram o governador Zema fazer uma declaração de que havia pedido a suspensão do despejo, negado pela justiça, mas segue disponibilizando a PM para a ação.

A PM não somente continua a aterrorizar e ameaçar os moradores hoje, quinta-feira (13), como já despejaram uma escola e um barracão onde que moravam 3 famílias. Também atearam fogo no local, como mostra o vídeo:

Um ato aconteceu em Belo Horizonte contra o despejo:

A Usina, que agora quer retomar a área, faliu há 20 anos sem pagar os direitos trabalhistas, sonegando impostos e deixando à deriva a cidade e os trabalhadores.

Moradores da ocupação Quilombo Campo Grande, que já vêm resistindo a diversas tentativas de reintegração ao longo dos anos, relatam as péssimas condições de trabalho a que eram submetidos pela empresa da família Souza Moreira.

“Você era obrigado a fazer mais do que a sua capacidade e tinha uma jornada de 10 a 12 horas por dia. Tinha dia que a gente chegava a desmaiar no serviço de tanta fraqueza. Eu classifico essa situação como trabalho escravo”, diz Rubens Batista, um dos demitidos à época.

A família latifundiária, encabeçada por Jovane de Souza Moreira, apoiadora de Jair Bolsonaro, coordenou também a campanha do deputado federal bolsonarista Marcelo Álvaro Antonio (PSL), o mais votado de MG, hoje ministro do Turismo e envolvido no escândalo do esquema das candidaturas laranja em 2018.

Os agentes desse sistema podre, como o judiciário, a polícia e os governantes como Zema e Bolsonaro, mostram a crueldade capitalista que atuam para salvar a propriedade e os lucros de poucos latifundiários à custa das vidas de centenas de famílias, em meio à crise econômica e sanitária.




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