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Vestibular da UERJ perde 54% de candidatos em sua pior crise da história

Pouco mais de 33 mil estudantes fizeram a prova para egressão à Universidade esse ano.

segunda-feira 17 de julho| Edição do dia

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ) enfrenta atualmente a sua pior crise da história, fundada em 1950, a UERJ tenta sobreviver diante da crise financeira que afeta o estado do Rio de Janeiro impulsionada pela péssima gestão do governador Pezão (PMDB). A precarização, a qual se encontra a universidade, acarreta em greves de servidores e calendário irregular, motivo esse, que levou um baixíssimo interesse ao vestibular de egresso à Universidade.

Dos mais dos 37 mil inscritos para a prova, apenas 33.335 compareceram ao exame, uma abstenção de mais de 10%. A situação só piora quando os números deste ano são comparados aos números do vestibular de 2016, com uma queda de mais 54% de inscritos em relação ao ano anterior.

Funcionários e Professores admitiram que só retornam aos trabalhos quando os vencimentos atrasados forem pagos. Os servidores do estado do Rio seguem sendo massacrados por cortes em direitos, ataques à classe e a carreira, os ataques são por conta das consequências oriundas de rombos às contas públicas realizadas pelo do ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) preso em Benfica, Zona Norte do Rio e também por conta da péssima gestão política do agora afastado governador Pezão (PMDB).

A situação da Universidade em 2017 se agrava com a crise, as aulas do segundo semestre de 2016 só começaram em abril deste ano e o período letivo foi drasticamente reduzido para 13 semanas, terminando apenas na última sexta-feira. A previsão era para que as aulas do primeiro semestre de 2017 se iniciasse em agosto, mas professores e funcionários decidiram em assembleia geral que estarão de greve enquanto os vencimentos devidos à classe sejam pagos.

Ainda segundo a classe, parte de vencimentos do mês de maio e junho ainda não foram pagos, assim como o 13º salário do ano passado e que seguem sem previsão de pagamento.

Para Lia Rocha, Presidente da Associação dos Docentes da UERJ, as condições de trabalho dentro da Universidade estão no limite, sem pagamento não existe possibilidade de trabalhar e que a universidade não acabará, mas que está sendo asfixiada pelo governo do estado.

Outro agravante articulado a crise do estado e consequentemente na UERJ é que apenas 38,2% do orçamento previsto foi repassado, foram pouco mais de R$ 420 milhões de R$ 1,1 bilhão previsto para 2017, assim como em 2016 quando também apenas parte do previsto fora repassado. Segundo a Secretaria estadual de Fazenda os repasses não ocorreram na sua totalidade devido à crise nas finanças estaduais.




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