GREVE NA USP

Trabalhadores e estudantes da USP realizam ato contra o arrocho e por permanência

Na manhã de hoje, quarta-feira (13), ocorre uma manifestação no portão 1 da USP, trancando seu portão 1 na Rua Alvarenga. A ação foi proposta pelo Sintusp e contou com a adesão dos estudantes que também estão em greve com o objetivo de ultrapassar os muros da universidade e estabelecer diálogo com a população da região sobre o grave quadro atual de desmonte da universidade.

quarta-feira 13 de junho| Edição do dia


A atual situação nas universidades estaduais é de completa calamidade. Para os trabalhadores que não têm reajuste salarial há três anos e reivindicam um aumento de 12,6%, é oferecido apenas 1,5%, que está longe de cobrir a inflação. O reitor fecha creches, corta bolsas dos estudantes e desmonta o Hospital Universitário. Ao mesmo tempo que afirma que existir uma crise orçamentária e que, por isso, seria impossível oferecer mais que 1,5%, no Plenário da Assembleia Legislativa, foi aprovado o aumento de R$ 8 mil do teto salarial para a burocracia, com o escandaloso apoio de parlamentares do PT e do PSOL, o que terá um impacto de R$ 1 bilhão nos cofres do Estado.

Os estudantes hoje precisam massificar a mobilização para construir uma grande greve ao lado dos trabalhadores, que estão se colocando a nível estadual contra os privilégios das reitorias, o arrocho salarial e por melhores condições de trabalho, como acontece na Unicamp, que também está em greve desde o dia 22.

A greve que está em curso escancara o que é esse Conselho Universitário, que mantém seus supersalários enquanto permite arrocho salarial a trabalhadores que estão tendo que realizar serviços por 5 ou 6 enquanto não há novas contratações. A única forma de acabar com esses privilégios dessa casta e acabar com esse regime autoritário dentro da USP é dissolvendo o Conselho Universitário e impondo um governo dos três setores, com maioria estudantil (por ser maioria na universidade) e que sejam as três categorias os responsáveis a decidir os rumos da USP.

Se a USP está em uma grave crise orçamentária, por que não abrir seu livro de contas e expor a toda a comunidade pra onde vai cada centavo que é destinado a ela? Queremos a abertura deste livro de contas para que possamos garantir o fim dos privilégios da burocracia universitária e de fato garantir permanência estudantil a toda a demanda, assim como acabar com o trabalho precário da terceirização, mostrando que é possível ter uma universidade que não funcione a base da exploração desses, efetivando-os sem a necessidade de concurso público e revertendo imediatamente esse arrocho que pendura por anos abaixo da inflação.




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