Juventude

ELEIÇÕES UERJ

O que Cacau (chapa 2) defende como candidata ao Conselho Universitário da UERJ?

Carolina Cacau, estudante do curso de Serviço Social, do Coletivo Faísca - Juventude anticapitalista e revolucionária, e colunista do Esquerda Diário, é candidata à representante discente no Conselho Universitário pela Chapa 2 - Quero me livrar dessa situação precária, e falou das idéias que defende

terça-feira 19 de junho| Edição do dia

Sobre as eleições para o Conselho Universitário, Cacau declarou:

"A reitoria também é responsável pela crise da UERJ

A luta contra o desmonte da UERJ é necessariamente um combate contra a privatização da Petrobrás, as isenções fiscais de Pezão, os ataques de Temer e os trilhões que vão para a dívida pública, pois daí é que vem o orçamento para garantir as demandas da comunidade universitária. Mas é também uma luta contra a estrutura de poder antidemocrática da UERJ, que tem à sua cabeça a Reitoria.

Hoje não sabemos o que é feito com o dinheiro da UERJ. Para onde vão, por exemplo, dezenas de milhares de reais que a universidade arrecada com estacionamento a cada jogo no Maracanã? ou com o aluguel do espaço do campus para a instalação de barraquinhas de comércio, concha acústica, para citar apenas alguns exemplos.

A Reitoria decide o que faz da universidade como bem entende, implementando medidas absurdas como o fechamento da universidade e adiamento das aulas sem absolutamente nenhum tipo de debate entre os três setores que compõem a universidade: docentes, técnicos e estudantes. Decide não priorizar o pagamento das terceirizadas dos elevadores de responsabilidade da UERJ. Mantem sem nenhuma discussão com os cotistas a reavaliação socioeconômica.
Nunca vamos esquecer que a Reitoria de Vieralves que além de ser extremante antidemocrática, autoritária e anti movimento estudantil, já mandou a segurança nos reprimir agredindo alunos, com jatos d’água para impedir que entrássemos na universidade, num momento de ampla mobilização dos cursos e de repressão policial a favela do Metro Mangueira.

Para democratizar a UERJ e lutar contra seu desmonte, é imprescindível lutar contra essa estrutura absurda dentro dela, em que um Reitor decide sozinho as questões fundamentais da universidade. O Conselho Universitário tem 63 cadeiras ao todo, 47 para os docentes, 8 para os conselheiros que representam os técnicos e 8 estudantes, ou seja, expressão ínfima de técnicos e estudantes, que são mais de 30 mil na universidade. Mesmo ocupando este espaço ele é antidemocrático.

A estrutura de poder da universidade é mais atrasada que as eleições para os cargos legislativos. Na UERJ a “paridade” entre os 3 segmentos significa na prática que 1 voto dos professores tem o mesmo peso do voto de 14 de estudantes, o que fez com que na última eleição, mesmo com a maioria dos votos totais, a chapa Transformar UERJ perdesse para a atual gestão, do Ruy e Georgina.

Para poder mudar de fato a estrutura antidemocrática da universidade precisamos de autonomia financeira, mas precisamos transformar radicalmente a estrutura de poder da universidade, só assim podemos mudar seus aspectos elitistas, racistas, machistas, lgbtfóbicos que marcam a precarização, a ausência de permanência, nossos currículos.

Por isso lutamos por voto universal, fim da reitoria e que devemos convocar um congresso para construir um novo estatuto que seja livre e soberano, num processo de debate profundo de todos os aspectos da UERJ, e para que a universidade seja gerida democraticamente por um governo composto pelos três setores na proporção em que compõem a comunidade da UERJ, ou seja, com maioria estudantil. Com eleições livres, voto universal e peso igual para todos. Com uma universidade que se abra para os trabalhadores e o povo pobre, colocando o conhecimento aqui produzido a serviço desses que sustentam a universidade com seus impostos.

Quero ser conselheira pela chapa 2 representando os cursos do CCS para levar para dentro desse espaço a voz dos estudantes, nossas lutas e o combate a essa estrutura de poder antidemocrática."




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