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Multidão lota Praça Itália exigindo o fim do estado de exceção no Chile

Neste momento, contra as políticas repressivas do governo, milhares de jovens, estudantes, mulheres e trabalhadores se concentram na Praça Itália, de distintas regiões da capital.

segunda-feira 21 de outubro| Edição do dia

Mais de 100 mil pessoas se reúnem na praça Itália para dizer ao governo que os militares devem sair das ruas, que o estado de exceção e o toque de recolher não farão parar a mobilização que busca mudar esse sistema desde a raiz.

Com palavras de ordem como “que saiam os milicos”, ou “fora Piñera”, a multidão ignora a solicitação do governo para que trabalhemos “pela paz”. O discurso repressivo e criminalizador que o governo busca instalar, com a ajuda da imprensa oficial, não está conseguindo mudar a situação nacional de mobilização. Pelo contrário, está resultando em uma maior desobediência civil e organização em diversos setores para dar resposta a um governo intransigente e, sobretudo, para avançar na solução de demandas estruturais como o fim das Administradoras de Fundos de Pensão (No+AFP), educação e saúde pública digna, pelo fim do roubo da água, das zonas de sacrifício (de grande contaminação industrial), dos pedágios urbanos (No+TAG), etc.

Definitivamente a mobilização mostra a profunda intenção do povo de terminar com o sistema neoliberal que conseguiu reinar no Chile desde a ditadura e que os governos da ex-Concertación aprofundaram e defenderam.

Chile despertou e se cansou de tantos abusos. Trabalhadores portuários, em distintas cidades do país, como também sindicatos e organizações sociais, buscam se organizar e projetar a luta social para avançar nesta quarta-feira, 23 de outubro, a uma grande Greve Geral.




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