RIO GRANDE DO SUL

Milhares vão as ruas no terceiro ato contra o Golpe em Porto Alegre

Por volta das 17h30 se concentrava um pequeno grupo na esquina democrática, no centro de Porto Alegre. Quem por ali passava naquele momento não diria que pouco depois uma multidão de cerca de 15 mil pessoas, principalmente de jovens, tomaria as ruas da cidade para repudiar o governo golpista de Temer.

sexta-feira 20 de maio de 2016| Edição do dia

Na semana passada dois atos semelhantes já vinham mostrando a força da juventude contra o golpe. Na quinta, uma forte repressão da Brigada Militar dispersou a manifestação, gerando ainda mais indignação. Na sexta cerca de 5.000 pessoas, de acordo com o Zero Hora e 15 mil segundo os organizadores, tomaram as ruas da cidade. O repúdio à atuação violenta da polícia esteve presente na manifestação desta quinta, que gritava pelo fim dessa instituição de repressão.

Esses atos, assim como os anteriores, foram convocados pelo Levante Popular da Juventude e contou com a participação da Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e da Frente de Luta contra o Golpe. Um bloco do Juntos, a juventude ligada ao MES de Luciana Genro também esteve presente. Porém este movimento vai muito além dessas organizações e tem envolvido cada vez mais pessoas. O repudio ao governo de Temer e entendimento de que está em curso um golpe no Brasil são majoritários, mas nem por isso esses tem tido um conteúdo de apoio às políticas petistas.

A marcha seguiu pela Praça da Matriz, ocupando todo o entorno da praça. Um lugar simbólico, onde fica também o Palácio Piratini, a Assembleia Legislativa e o Palácio da Justiça. Rumando em direção à Cidade Baixa, a manifestação contou com amplo apoio dos moradores da região e das pessoas que circulavam na rua naquele momento.

Depois de uma grande marcha, o ato se dispersou nos entornos do Largo Zumbi dos Palmares, dessa vez sem a repressão da Brigada Militar. Através de um jogral, foi chamada uma assembleia no domingo para preparar os próximos passos da luta contra o governo golpista de Temer e seus ataques contra a juventude e os trabalhadores.

Unificar as lutas contra o golpe com as lutas pela educação, nas greves e ocupações em todo o país!

Para Guilherme Krans, da Faísca, e estudante de Sociais da UFRGS “Os estudantes do SP, GO, CE, RJ e agora também do RS trazem uma lição histórica: a radicalização da luta é a única via efetiva para barrar os ataques dos governos e dos patrões! Diferente do que vinha fazendo o PT e os ex-governistas adaptados, fingindo que lutavam contra o golpe enquanto tentavam fazer acordões por cima, a juventude que toma as ruas, ocupa escolas e universidades mostra o caminho para derrotar Temer. Esse governo golpista, apoiado pelos setores mais reacionários da sociedade, representa a necessidade da burguesia de jogar a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude. É necessário unificar todas as lutas que incendeiam o país contra esse governo e seus ataques. Fortalecer as ocupações e as greves em cada local de trabalho e estudo, com democracia de base para derrotar também as burocracias sindicais e estudantis.”




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