Internacional

PARALISAÇÃO GERAL NA ARGENTINA

Macri exige que cortes de rua sejam evitados durante a paralisação geral

O presidente argentino exigiu a seus ministros que os acessos à Buenos Aires se encontrem liberados durante a jornada de paralisação nacional convocada pelas centrais para esta quinta (6).

quarta-feira 5 de abril de 2017| Edição do dia

Ontem, em uma reunião de gabinete, Maurício Macri (presidente da Argentina) ordenou aos seus ministros como atuar na primeira paralisação geral contra seu governo: querem ter o controle das ruas.

Ainda que a CGT (principal central sindical da Argentina) tenha convocado uma paralisação geral sem mobilização – “paralisação domingueira” - o macrismo sabe que os sindicatos combativos e a esquerda vão sair às ruas para expressar a insatisfação dos trabalhadores contra o ajuste.

Para seus ministros – em particular à ministra da Segurança, Patricia Bullrich -, Macri defendeu que o governo deveria garantir a livre circulação nas ruas para os que queiram e possam ir trabalhar, através de seus próprios meios (já que não haverá nenhum tipo de transporte). “Nisto não vamos amolecer”, disse o presidente na reunião.

"Macri exigiu que se evitem cortes durante a paralisação. #1A cortaram ruas e ele não disse nada, porém amanhã não quer que se expresse descontentamento e raiva."

O golpe econômico e, sobretudo, político que implica uma paralisação geral para o governo e o empresariado não é menor e por isso querem tentar manter os acessos à Cidade de Buenos Aires desimpedidos.

No marco de um março cheio de grandes mobilizações, sendo as principais delas opositoras, mas também uma primeira manifestação a favor do governo, assim como diversos cortes de ruas e piquetes por todo o país, mostram que, inclusive em meio a um ano eleitoral, a política começa a ser feita nas ruas.

O Ministério da Segurança assegurou que todos os acesso à Capital serão reforçados com as forças repressivas do Estado; principalmente os pontos da Panamericana (importante via de acesso à Cidade de Buenos Aires, que corta as principais concentrações operárias da Argentina), Ponte Pueyrredón, Ponte Saavedra, Ponte Alsina e Ponte de la Noria.

Em diálogo com Infobae, a ministra da segurança Bullrich disse: “Vamos garantir a livre circulação de pessoas nas ruas porque não queremos que nos provoquem”. Atuarão em conjunto com a Polícia Metropolitana de Horacio Rodriguez Larreta, chefe de governo da Capital (Buenos Aires) e a Polícia de Eugenia Vidal, governadora da Província de Buenos Aires, para garantir que não ocorram cortes de ruas no dia da paralisação.

Eles e seu governo sabem que aos trabalhadores sobram motivos para barrar Macri e, conscientes da força da classe trabalhadora, também sabem que a disputa é feita nas ruas.




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