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USP | Juventude Faísca Revolucionária convida todes para novo grupo de estudos: Marx e o Estado

quarta-feira 4 de maio | Edição do dia

Com o nome de Armas da Crítica, o grupo de estudos das Ciências Sociais da USP convida todo mundo para debater a teoria de Marx sobre o Estado, aprofundar na compreensão do materialismo-dialético e resgatar as suas ideias revolucionárias em tempos de crises, guerras e revoluções. Nesta quinta, às 18h, na sala 104A do prédio das Ciências Sociais da USP.

"Os ensinamentos de Marx provocam em todo mundo civilizado a maior hostilidade e o ódio de toda a ciência burguesa (tanto a oficial como a liberal), que veem no marxismo uma espécie de ’seita perniciosa’. E não se poderia esperar um tratamento diferente, pois não pode existir uma ciência social “imparcial” em uma sociedade baseada na luta de classes. De uma forma ou de outra, toda a ciência oficial e liberal defende a escravidão assalariada, enquanto o marxismo declarou uma guerra implacável contra essa escravidão."

Assim Lênin introduziu em 1913, um ano antes do começo da Primeira Guerra Mundial, um de seus excertos mais famosos: "As três fontes e as três partes constitutivas do Marxismo".

Da mesma forma que os Bolcheviques recuperavam profundamente a teoria de Marx naquele momento que estava prestes a se emergir um dos eventos mais famosos (e profundamente trágicos) da história da humanidade, hoje as ideias de revolucionárias de Marx voltam com uma potência gigantesca, ainda mais na juventude. E na mesma medida, a burguesia se desespera buscando de todas as formas maquiar, massacrar ou cooptar a luta de classes internacional.

Seja na batalha pela sindicalização dos jovens trabalhadores precários da ultraexploradora Amazon ou no levante histório do Black Lives Matter, o mundo percebe que a luta de classes pulsa, e pulsa no coração do imperialismo.

A ideia de fim da história hoje já soa ridícula. Se tem algo que pode acabar com nossa história, esse é o capitalismo, o que nos faz retomar com força a máxima da grande Rosa Luxemburgo: é socialismo ou barbárie.

Nós, jovens estudantes e militantes da Faísca Revolucionária, queremos ter a audácia do tamanho de nossos desafios.

O mundo está hoje em constante tensão, onde uma guerra acontece e envolve as principais potências mundiais em meio a uma crise capitalista mundial que só se intensifica. O Brasil hoje é um dos campos de batalha onde a burguesia tratora ataques históricos, inclusive movendo forças das mais reacionárias como o Bolsonarismo. E querem nos jogar guela abaixo que nossa única alternativa é depositar nossa confiança na conciliação de classes, na mesma formula repetida pelo PT de aliança com nossos inimigos, e não qualquer inimigo: aquele que meteu o Batalhã de Choque pra reprimir adolescentes e que roubava merenda de crianças.

É nesse contexto que queremos nos dar o grande desafio de recuperar, aprofundar, apropriar e utilizar como uma verdadeira Arma as ideias de Karl Marx, aquele que primeira e brilhantemente desnudou o capitalismo e a dinâmica pela qual a história movimenta, a luta de classes.

Queremos convidar todos e todas a encampar conosco esta empolgante tarefa! Recuperar as Armas da Crítica na luta cotidiana contra esse sistema.

“A arma da crítica não pode, é claro, substituir a crítica da arma, o poder material tem de ser derrubado pelo poder material, mas a teoria também se torna força material quando se apodera das massas. A teoria é capaz de se apoderar das massas tão logo demonstra ad hominem, e demonstra ad hominem tão logo se torna radical. Ser radical é agarrar a coisa pela raiz. Mas a raiz, para o homem, é o próprio homem.”

(Marx em: introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel).

Esperamos todo mundo!
Quando: Quinta-feira, 04/05, às 18h
Local: Prédio das Ciências Sociais da USP - Sala 104 A

Para saber mais do Grupo de Estudos, veja pelo Instagram da Juventude Faísca Revolucionária USP




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