Política

GREVE DOS PROFESSORES

Justiça autoriza Leite atacar o direito de greve dos professores e fazer o corte do ponto

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) negou o pedido de liminar protocolado pelo CPERS, autorizando Leite atacar direito de greve dos professores estaduais.

quinta-feira 5 de dezembro de 2019| Edição do dia

Hoje (4), o TJRS negou um pedido de liminar protocolado pelo CPERS com o objetivo de impedir o corte do ponto dos professores em greve. O sindicato argumentou que o Executivo não poderia descontar os dias parados dos servidores, uma vez que os salários não têm sido pagos em dia.

Leite ameaçou cortar o ponto dos trabalhadores em greve, cinco dias após o início desta, um ataque sem tamanho ao direito de greve dos professores. “O governo está aberto ao diálogo, mas não dá para aceitar que essa greve ocorra sem justificativa, por conta da prestação de um serviço que é essencial, em fim de ano letivo, para a população”, afirmou o governador. “Sem justificativa”? A fala beira o ridículo.

Os educadores enfrentam o cruel pacote de medidas neoliberais enviado à Assembleia Legislativa pelo governador Eduardo Leite. Entre os brutais ataques está a alteração do Plano de Carreira dos servidores, que Leite cinicamente afirmou ser a causa para a categoria ter chegado às condições precárias de hoje, enquanto ele e Sartori atrasam e parcelam os salários do funcionalismo do estado há 4 anos. O pacote inclui medidas como o fim das vantagens temporais (triênios, quinquênios e avanços), redução das férias remuneradas para 30 dias e suspensão do reajuste salarial por tempo indeterminado.

Leia também: Leite anuncia aplicação de reforma do ensino médio em meio à greve do magistério

Frente a esse brutal ataque ao direito de greve, os professores tem que seguirem fortes na luta. Não é hora de recuar. É necessário seguir nessa mobilização pois somente através luta que os professores irão derrotar o pacote de Leite, e não colocando confiança na justiça como o próprio CPERS coloca ao tentar recorrer a decisão da justiça que negou o pedido contra a decisão de corte de ponto do governo. Não podemos ter esperança na mesma justiça autoritária que está do lados empresários para descarregar a crise nos trabalhadores.

Com mais de 1500 escolas em regime de greve, os professores devem aproveitar o grande apoio popular e intensificar ainda mais a luta. Para fazer com que quem criou a crise pague por ela, é preciso massificar ainda mais o movimento se unindo a outras categorias do funcionalismo, os rodoviários porto-alegrenses que têm seus empregos ameaçados por Marchezan, bem como os estudantes e demais trabalhadores. É necessário que o CPERS comecem a convocar atos no fim do da tarde e que assim possa marchar com a demais categorias e a população que apoia a luta. É necessário também que o CPERS faça uma exigência as centrais sindicais e também aos sindicatos de outras categorias para conseguirem um fundo de greve aos professores e que frente a esse ataque do corte de ponto os trabalhadores possam se manter na luta. É preciso que essa luta se massifique cada vez mais na categoria, por isso é necessário que o comando de greve seja aberto e que envolva a base da categoria, elegendo delegados em cada escola.




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