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Gás de cozinha aumenta mais uma vez, garantindo o lucro dos donos estrangeiros da Petrobras

A Petrobras informou nesta segunda-feira, dia 1º, que aumentou o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o terceiro reajuste do ano, que elevará ainda mais o preço dos combustíveis e gás de cozinha. Por trás da expressão de indignação de Bolsonaro, há a demagogia de quem vendeu a empresa ao imperialismo por valores irrisórios, garantindo que os preços aumentem para manter os lucros dos acionistas estrangeiros.

segunda-feira 1º de março| Edição do dia

Foto: Divulgação

A Petrobras informou nesta segunda-feira, dia 1º, que aumentou o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o terceiro reajuste do ano, em R$ 0,15 por quilo, o equivalente a um impacto de R$ 1,90 no gás de cozinha (13 Kg), que passará a custar R$ 39,69 nas refinarias.

Confirmou ainda os aumentos do diesel e da gasolina, para R$ 2,71/litro e R$ 2,60/litro, respectivamente.

Saiba mais: Combustíveis caros: um projeto político do regime do golpe para favorecer o imperialismo

O aumento anula a zeragem de impostos federais anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na esteira das reclamações em relação aos aumentos dos combustíveis praticados pela gestão de Roberto Castello Branco, atual presidente da companhia, que defende a paridade de preços com o mercado internacional, dando continuidade a uma prática iniciada no governo de Michel Temer e que tem garantido resultados financeiros recordes à estatal, dinheiro que vai pras mãos de acionistas estrangeiros de Wall Street.

Os últimos aumentos dos combustíveis, anunciados em fevereiro, foram considerados excessivos por Bolsonaro, que demitiu Castello Branco pelas redes sociais e indicou o general Joaquim Silva e Luna para o seu lugar. A indignação do presidente não passa de demagogia de quem, em meio à sua queda de popularidade, busca mirar as eleições de 2022 em busca da reeleição.

Bolsonaro faz esse discurso falacioso para tentar se mostrar como defensor dos direitos da população, quem vai brigar contra os preços abusivos, seja eliminando os impostos, seja colocando um militar na presidência da Petrobras, sob sua tutela. A realidade é que existe um mecanismo anterior fundamental para a alta dos preços, que é a subordinação do país ao imperialismo e ao capital estrangeiro.

A Petrobras vem sendo vendida a outras empresas estrangeiras e grandes acionistas milionários, com início desse processo ainda no governo PT, sendo aprofundado por Temer e ainda mais por Bolsonaro, chegando hoje a ter 43% nas mãos do capital estrangeiro e, portanto, subordinada aos seus interesses. Recentemente, o STF autorizou que a privatização de campos, refinarias e plataformas pudesse ser feita sem licitação, o que levou a negociações secretas no atual governo, com a entrega das riquezas naturais por valores muito abaixo do preço.

Bolsonaro pode colocar um militar de sua confiança na presidência da empresa, mas sua função, em verdade, será de administrar os interesses dos donos estrangeiros, para quem o próprio presidente vendeu a Petrobras. O resultado direto disso para a população é a alta dos preços dos combustíveis e gás de cozinha, pois a subordinação implica que a variação do preço será feita em dólar, de modo a gerar o máximo de lucro aos donos milionários. Ainda que, demagogicamente, Bolsonaro possa subsidiar o gás, todo dinheiro público irá diretamente para os bolsos dos investidores imperialistas.

Veja também: AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS: Petroleiro explica os verdadeiros motivos pela alta de preços

A outra maneira de derrubar o contínuo e abusivo aumento do preço do gás é aproveitar essa crise que se abre entre Bolsonaro e a bolsa de valores de Nova York, com seus acionistas donos da Petrobras, para organizar uma forte luta dos trabalhadores contra a privatização, para que a riqueza do país esteja à serviço da população. Esse processo só pode ser possível através de uma greve construída em cada campo, refinaria e plataforma da empresa, em defesa dos direitos de cada trabalhador, por uma Petrobras 100% estatal, que a coloque sob o controle dos seus trabalhadores, quem poderão de fato garantir combustível e gás barato, além de mais empregos em uma empresa à serviço da população.

Com informações da Agência Estado.




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