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Flávia Valle: uma voz anticapitalista e de trabalhadores em Minas Gerais

Nessas eleições manipuladas pelo judiciário e tuteladas pelas Forças Armadas, Flávia Valle, do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, apresentou uma candidatura anticapitalista da classe trabalhadora. Veja aqui como foi a campanha.

sexta-feira 5 de outubro| Edição do dia

Chegamos na reta final de um primeiro turno eleitoral marcado pela extrema polarização. Foi um período de acentuação do crescimento da extrema-direita, que tem como resultado mais evidente a liderança de Jair Bolsonaro, do PSL, nas principais pesquisas de intenção de voto e em torno do qual a burguesia, fracassada no intento de fazer emplacar seu filho legítimo Geraldo Alckimin, se apoia agora.

Para combater Bolsonaro, é preciso fortalecer uma alternativa que supere pela esquerda o PT, que seja capaz de combater essa extrema-direita que ganha espaço nessas eleições manipuladas pelo golpismo e tutelada pelos militares, como denunciou em vídeo Flavia Valle, candidata a deputada federal em Minas Gerais, em sua página do Facebook:

São eleições marcadas pela atuação do judiciário, tornando-se, pelas mãos da Lava Jato, um ator com voz expressiva nos rumos da política nacional. Nessa última semana, vimos a mesma Lava Jato, que muitos acreditavam estar adormecida, usar métodos mafiosos, como o vazamento por Sérgio Moro de depoimento sigiloso de Palocci, para influenciar ainda mais os rumos das eleições.

Em todo esse período, as candidaturas do MRT estiveram a serviço de denunciar esse crescimento da extrema-direita, a manipulação do judiciário golpista, o crescimento dos militares como atores da política nacional, sem nunca deixar de denunciar os pactos dos petistas. Nesse percurso, se levantou uma candidatura com uma voz anticapitalista e de trabalhadores.

No lançamento de sua candidatura, Flavia Valle destacou:

Denunciamos o golpe institucional e toda sua continuidade nacionalmente e também em Minas Gerais. Em artigo para o Esquerda Diário, Flavia Valle mostrou quem é Antônio Anastasia (PSDB), o candidato do mais alto escalão do golpe nessas eleições em Minas Gerais, amigo do corrupto Aécio Neves. Contra as candidaturas da direita, denunciando o caráter restritivo dessas eleições e sem chamar o voto em nenhuma candidatura do PT, apresentamos pelo MRT uma candidatura anticapitalistas da classe trabalhadora em Minas Gerais.

Por exemplo, em sua avaliação sobre o debate entre candidatos estaduais destacou “Faltou uma voz contra o golpe e independente do PT, partido que não é opção contra a direita”.

A candidatura de Flavia Valle esteve também a serviço de denunciar a morte de mulheres por aborto clandestino:

E, junto com o grupo Pão e Rosas, esteve presente no ato em Belo Horizonte, apoiando a luta das argentinas e exigindo também no Brasil aborto legal, seguro e gratuito.

Em Contagem (MG), Flavia Valle e o Esquerda Diário denunciaram junto com os estudantes da UNA um escandaloso caso de machismo, racismo e homofobia na universidade:

Durante toda campanha, seja por meio das redes sociais, dos vídeos e materiais virtuais e impressos, seja nas ruas, locais de trabalho e estudo, em panfletagens e atos, em debates na universidade, denunciamos o autoritarismo do poder judiciário, defendemos o direito de Lula ser candidato e o direito do povo escolher em quem votar, sem nunca apoiar o voto nos candidatos do PT, e sim por uma defesa democrática e elementar do sufrágio universal, um dos poucos direitos mínimos que essa democracia dos ricos permite aos trabalhadores.

Em mesa de debate organizada pelo Pão e Rosas na UFMG, Flavia Valle falou sobre a luta das mulheres contra Bolsonaro e o golpismo. Ao lado de Diana Assunção, lembrou porque precisamos de um feminismo socialista e anticapitalista que supere pela esquerda o PT, que já anuncia que em um futuro governo vai governar junto com a direita golpista.

No último dia 29, assistimos o movimento de mulheres, que surge justamente como reação a Bolsonaro e seu ideário de extrema-direita, ser utilizado para encobrir a conciliação do PT com golpistas, e não para derrotar a extrema-direita.

Diante disso, junto com o bloco do Pão e Rosas no ato de Mulheres contra Bolsonaro em BH, denunciamos a tentativa de transformar o movimento em palanque eleitoral pelos partidos da ordem, além da pactuação do PT com a escória golpista. Que os capitalistas paguem pela crise!

Ao longo de toda a campanha, foram muitas as atividades, como as panfletagens na feirinha do Amazonas e na E.E. Helena Guerra, escola referência em Contagem na luta contra a reforma da previdência, contra a reforma do ensino médio devido ao grande protagonismo de trabalhadores e da juventude, além de uma roda de conversa na biologia com estudantes da UFMG:

Também panfletamos na Vallourec, apresentando a minha candidatura para centenas de operários. Aí fomos bem recebidos, porque estamos juntos com os trabalhadores da Vallourec em todas as lutas contra a reforma trabalhista, da previdência e contra a imposição do banco de horas. Enquanto o país está afogado pelo desemprego com 25 milhões de desempregados, é urgente o não pagamento da dívida pública, o fim dos privilégios dos juízes e a revogação de todas as reformas dos golpistas, pontos chaves que Flávia tem levantado na candidatura.

Em uma segunda panfletagem na feira do Amazonas, conversamos com a população de Contagem. Sentimos a indignação de muitas pessoas com a proscrição da candidatura de Lula nessas eleições e um verdadeiro ódio às reformas trabalhista e da previdência. Mostramos como viemos denunciando a escandalosa arbitrariedade do judiciário nessa a eleições, apesar de não chamar voto em nenhuma candidatura do PT, pois eles são responsáveis por terem aberto espaço para a extrema direita após 13 anos de governo.

Estivemos também na empresa de telemarketing Liq pra panfletar para as/os trabalhadores. O PT faz pura demagogia quando diz que vai revogar as reformas dos golpistas como a Reforma Trabalhista. Demagogia pois na prática estão se preparando pra voltarem suas alianças com golpistas caso voltem ao governo. Não é com pacto com golpistas como se prepara o PT que vamos enfrentar a extrema direita. Por isso, fizemos ali o chamado para fortalecer com a gente nossa campanha, batalhando por uma alternativa de esquerda anticapitalista contra os golpistas e a extrema direita.

As candidaturas do MRT tem, ao lado do Esquerda Diário - que chegou a quase dois milhões de acessos no último mês - além de dar toda essa batalha para mostrar aos trabalhadores de que a saída não está na extrema-direita nem com os conciliadores, coloca também a necessidade de lutar por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para colocar abaixo esse regime político manipulado, derrubar a extrema-direita e também superar o projeto de conciliação de classes que o PT tenta ressuscitar - e cujo resultado foi nos trazer até essa situação muito difícil de fortalecimento de Bolsonaro, colocando a necessidade de todos os trabalhadores terem voz para que imponham seus interesses em detrimento dos interesses dos capitalistas.

Chamando as trabalhadoras e os trabalhadores a se organizar no Movimento Nossa Classe, no Pão e Rosas, no MRT, a candidatura de Flávia Valle coloca a necessidade dos trabalhadores lutarem de forma independente como a perspectiva apontada por sua candidatura.




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