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Empresa PepsiCo dá razão indignante para pedir despejo de trabalhadores na Argentina

Os fundamentos da promotora Larramendi para solicitar o despejo dos trabalhadores de Pepsico da planta da Florida, se baseia na própria confissão da empresa sobre um suposto perigo de contaminação na fábrica.

quarta-feira 12 de julho| Edição do dia

Segundo transcendeu estas últimas horas, os fundamentos da promotora Larramendi (Procuradora de Vicente López) para solicitar os despejo dos trabalhadores de pepsico da planta da Florida, se baseiam na própria confissão da empresa sobre um suposto perigo contaminante da fábrica.

Um argumento insólito e completamente inverossímil para um despejo, já que ao mesmo tempo se reconhece que o suposto “perigo” não existe com a planta sem funcionar coo se encontra nesse momento. E a permanência dos trabalhadores tampouco representa nenhum “perigo”.

Também é insólito, que enquanto a mesma empresa se auto incrimina a dizer que durante anos teria contaminado; a solução para a promotora é pedir o despejo violento dos trabalhadores. Mas não impulsionado o processo de nenhum dos gerentes das empresa, encobrindo-os de um crime social.

É gravíssima a atuação da Promotora de Vicente López, que podia resultar em responsabilidade sobre estes funcionários públicos, já que as provas seriam concludentes pelo próprio reconhecimento da empresa. A justiça provincial deveria declarar incompetente e transferir o expediente para a Justiça Federal para investigar os gerentes da firma por suposto dano ao meio ambiente e rechaçar o pedido de despejo.

A promotora Larramendi, sustenta o pedido de despejo unicamente nos testemunhos e documentos aportados pela empresa e em uma advogada “especialista em Direito Ambiental”. Não basta um técnico em seguridade, nem tampouco em alguma figura eminente da preservação do meio ambiente. Afirma que se encontra ali elementos perigosos como “bolsas e latas de pintura com restos, óleo para biodiesel, scrap de produção, snacks salgados, resíduos orgânicos, 500 Kg de desperdícios”, ou seja que se trata de uma mera desculpa para que a Justiça penal ordene o despejo violento dos trabalhadores.

A atuação da procuradora, completamente tendenciosa contra os trabalhadores e encobrindo gravemente a empresa, sustenta textualmente que a fábrica de tratamento de efluentes se encontra fora de funcionamento e que possuía defeitos em sua estrutura desde antes do fechamento da empresa, é dizer, enquanto a fábrica se encontrava operando. Se cita na no requerimento que “...na mesma linha que, na fábrica de tratamento, as piscinas se encontravam vazias e inoperantes”. Esse efeito segundo uma ata notarial do dia 16 de junho. Agregando posteriormente que “as estruturas de concreto das fábricas de efluentes, jogou defeitos em sua estrutura da piscina de biorreator, assim como o separador de lama, tendo sido desabilitado o sistema de controle de bombeamento e a operacionalidade de toda a fábrica”. Outros estão a dizer que esses problemas narrados, se realmente existissem seriam solucionados com uma inversão mínima para uma empresa como Pepsico e não com o despejo dos trabalhadores.

Apesar destas supostas evidências, em vez de solicitar que se investigue a responsabilidade dos gerentes por contaminação, Larramendi requere um despejo violento contra os trabalhadores, e que agora se realize em horas noturnas de maneira ilegal. Qualquer juiz ou promotor que de curso a uma solicitação desse tipo, deveria ser apartado imediatamente de suas funções, por uma incompetência manifesta e falta de cumprimento com seus deveres de funcionário público.




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