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Começa uma semana de luta no transporte público britânico

Metrôs, trens e aviões paralisam seus serviços em diferentes dias da semana. Os trabalhadores reivindicam que não haja demitidos pela política de cortes recentemente anunciadas por várias empresas.

segunda-feira 9 de janeiro| Edição do dia

Os trabalhadores do transporte decidiram construir uma série de ações de luta por todo o setor. Iniciada ontem e se estendendo até hoje, o metrô de Londres tem seus serviços paralisados e tem fortes impactos, pois é o meio de transporte mais utilizado na cidade. Os trabalhadores protestam contra o corte de postos de trabalho que está provocando o fechamento de muitas estações e a suspensão da maioria das linhas.

A maioria das estações do metrô do centro da capital britânica, que diariamente recebe mais de 4,8 milhões de usuários, amanheceram fechadas. A paralisação, que durará 24 horas, resultou em longas filas nas estações de ônibus em Londres.

Os sindicatos Assaf e RMT convocaram a paralisação por não estarem de acordo com a política de recursos humanos que a companhia vem estimulando nos últimos anos. Estima-se que 800 postos de trabalho tenham sido suprimidos com a remoção dos armários das estações e que assim tem criado uma situação de insegurança tanto para os trabalhadores como para os passageiros.

Os trabalhadores denunciam o constante corte de empregados e o fechamento de bilheterias devido a substituição por máquinas de venda automática. As modificações no serviço de transportes foram iniciados na semana passada com a abertura das sessões parlamentares, liderada pelo ex-prefeito de Londres e atual Secretário de Relações Exteriores, Boris Johnson.

Além disso, na terça, quarta e sexta, os condutores de trem de Southern Rail convocaram paralisações que impediram a circulação férrea ao longo de toda a costa sul, assim como também os trens com destino ao aeroporto londrino de Gatwick. Com a paralisação, os condutores buscam se colocar contra os planos de demissão de Southern Rail.

Também na terça-feira, 9, começará a paralisação de dois dias da British Airways, ainda que a companhia tenha se pronunciado afirmando que haverá um impacto limitado em seus voos.

Como não poderia ser de outra maneira, o governo atacou e buscou deslegitimar os métodos de luta. “As paralisações de hoje são totalmente desnecessárias”, disse o prefeito de Londres, Sadiq Khan. “Esta paralisação do metrô está causando problemas a milhões de londrinos”, declarou.

Y Nick Herbert, um parlamentar conservador, criticou as paralisações no jornal Daily Telegraph: “É intolerável que os serviços públicos chaves possam ser bloqueados por um pequeno número de sindicalistas militantes no que cada vez mais parece uma ação política coordenada”.

Uma semana antes do Natal, os trabalhadores ferroviários haviam realizado uma paralisação de 48 horas, a de maior impacto nos últimos 20 anos. Neste momento, havia se delineado um plano de luta que incluam as paralisações do transporte desta semana.




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