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CORONAVÍRUS | Com sistema de saúde praticamente colapsado, Melo insiste em priorizar o lucro dos empresários

Hospitais contam com 96,96% de lotação dos leitos de UTI e o sistema está praticamente colapsado, enquanto o prefeito briga com as cores das bandeiras e faz de tudo para garantir a abertura do comércio sem segurança para os trabalhadores e para garantir os lucros dos empresários.

segunda-feira 22 de fevereiro | Edição do dia

Cada dia que passa fica mais claro que a intenção de Melo é priorizar os interesses dos empresários em detrimento da vida das pessoas. Essa segunda-feira começou com o sistema de saúde praticamente colapsado em Porto Alegre. Enquanto publicamos esse texto, às 12h, os hospitais de Porto Alegre estão com 96,96% de lotação nos leitos de UTI, como mostra a planilha de monitoramento das UTI’s da capital. Hospitais como Moinhos de Vento e Santa Casa já excedem os 100%.

Já são 461 suspeitos ou confirmados com COVID necessitando ou ocupando os leitos de UTI e 765 pacientes no total. Na prática, essa situação certamente levará pessoas a morrerem por falta de atendimento médico, obrigando os médicos a fazerem a dramática escolha de Sofia onde devem escolher quem morrerá e quem receberá atendimento. Hospitais de Porto Alegre já fazem apelo ao governador através de carta publicada nessa segunda-feira.

Enquanto isso, Sebastião Melo prioriza culpar a praia e as festas noturnas, mas se silencia sobre os ônibus lotados, a falta de EPI’s adequados para os trabalhadores na linha de frente de vários setores, a ausência de testes massivos para a população, a completa paralisia ao longo dos primeiros meses para garantir mais leitos de UTI e profissionais de saúde e a inércia na busca de vacinação em massa. Seu intuito é garantir que os lucros dos patrões sigam intactos enquanto a população amarga nos hospitais lotados e nas filas do desemprego, bem de acordo com seu aliado Bolsonaro.

A verdade é que Sebastião Melo é cada vez mais responsável pela drástica situação em que se encontra a capital gaúcha. Eduardo Leite, por sua vez, aguarda o sistema chegar à beira do colapso para alterar as cores das bandeiras e o faz sem garantir segurança e auxílio básico para os trabalhadores que estão sendo afetados pela crise.

A construção de mais leitos de UTI, transformação dos hoteis vazios em leitos hospitalares, a reconversão da indústria para garantir EPI’s e testes para todos, a testagem em massa, a paralisação das atividades não essenciais com garantia de auxílio, bem como a garantia do direito à vacinação em massa com a quebra das patentes, se fazem cada vez mais necessário diante da situação alarmante em que toda a zona metropolitana de Porto Alegre se encontra.




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