Política

CORRUPÇÃO

Clã Bolsonaro: mergulhado em denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito

domingo 9 de dezembro de 2018| Edição do dia

Nem assumiu o governo Bolsonaro já está enrrolado em uma importante crise. Seu suposto combate a corrupção parece pura fachada. Uma fachada utilizada utilizada com apoio da mídia e do judiciário para colocar no poder um selvagem privatizador e inimigo dos direitos dos trabalhadores, como o direito de se aposentar. Jair Bolsonaro, com extensa carreira política, é a cara do Congresso e da burguesia brasileira, não só em reacionarismo mas também nas denúncias de falcatruas que não param de vir à tona.

A crise que atravessa o governo eleito, tem um por um lado o PSL em uma importante divisão que configura internamente as tensões entre o Executivo e o Legislativo e seus espaços de poder, e, de forma mais importante, uma crise perante a "opinião pública" e eleitores que votaram em Bolsonaro não para acabar com o direito a se aposentar mas "para mudar tudo que está aí" e estão descobrindo um Maluf ou Sarney.

Para se aprofundar nesta primeira crise do governo Bolsonaro, leia: "A primeira crise de proporções do governo Bolsonaro"

Bolsonaro e sua família são a cara da burguesia brasileira: racistas, submissos aos EUA e acusados de extensos esquemas de corrupção.

A conivência de Sérgio Moro e toda cupula do judiciário com um clã, razoavelmente demonstrado como corrupto, mostra como a Lava Jato e toda casta de toga também não está nem aí para o combate a corrupção. Visam fazer uma política que avance em seus poderes de casta e coloque no poder aqueles que possam melhor servir aos interesses imperialistas.

O clã do ultrarreacionário Jair Bolsonaro tem aumentado faraonicamente seu patrimônio. Em Agosto toda grande mídia destacava como o filho Eduardo tinha subido seu patrimônio em 55% e seu irmão Flávio, peça central do esquema atual, em esplêndios 432%.

Claro, que essa denúncia ganhou pouco destaque na mídia, pois se tratava naquele momento de ajudar Bolsonaro a se eleger e dar continuidade ao golpe institucional como um "Temer blindado", em uma eleição marcada pela intervenção autoritária do judiciário com apoio das Forças Armadas.

A nova denúncia joga luz nos métodos usados pelo clã Bolsonaro que, em nada ficam devendo ao clã Cabral, Sarney ou Garibaldi. Essa denúncia escancara como Flávio, eleito senador pelo Rio de Janeiro, tinha em seu gabinete de deputado estadual um assessor, que foi subordinado de Mourão no exército e ex-policial. Este assessor movimentou em um ano R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, e detalhe, fazendo um depósito de dinheiro de R$ 24mil para a esposa de Bolsonaro, isso depois de coletar dinheiro de outros assessores do clã, incluindo a filha lotada no gabinete do patriarca Jair.

Estas informações vazadas do relatório da COAF foram publicadas pelo Estado de São Paulo e mostram como o ex-militar e seus filhos são a corja do que há de mais reacionário no país: não somente quando abrem a boca sobre racismo, feminismo e Escola sem Partido mas no desvio de recursos públicos para seu benefício.

Evidentemente, a mídia trata com tons amenos a imensa denúncia. Sérgio Moro e toda Lava Jato estão em sepulcral silencio. De parte dos editoriais da Folha e do Estado de São Paulo, nota-se, como estes quesitonamentos a probidade dos Bolsonaro é algo secundário, desde que o principal seja garantido: as reformas contra os direitos dos trabalhadores.

No entanto, esta crise escancara as contradições do governo Bolsonaro e como seu governo pode ser muito instável. Um fator de estabilidade para Bolsonaro hoje em dia é o papel do PT e das centrais sindicais. Enquanto o PT centra sua estratégia em "esperar 2022", as centrais sindicais fazem sua parte propondo negociar melhorias na nefasta reforma da previdência e deixar o terreno da luta de classes livre para Bolsonaro.

Os franceses, nas ruas contra Macron, mostram o caminho para se enfrentar com as misérias dos ajustes neoliberais e questionando o sistema político, é possível preparar um plano de luta para derrotar Bolsonaro e seus ajustes, para isso é preciso exigir das centrais sindicais que cumpram suas palavras "de parar o país" e comecem já a organizar a batalha contra a Reforma da Previdência, o escola sem partido e todos ataques deste governo reacionário e que agora também mostra sua cara corrupta.




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