Educação

PRECARIZAÇÃO DA USP

Carta aberta contra a falta de professor na letras e a privatização do bandejão e HU

Publicamos abaixo a carta aberta escrita por estudantes do curso de letras na USP debatendo os problemas do curso e da universidade, onde fazem um chamado para que o centro acadêmico organize um espaço democrático onde os estudantes possam debater quais medidas devemos tomar diante da enorme precarização da educação pública.

terça-feira 6 de março| Edição do dia

Hoje a USP sofre um avanço na agenda de precarização, antes nunca visto. Estamos com um grande problema que é o quase fechamento do Hospital Universitário, que teve sua emergência infantil e adulta fechadas e outras diversas alas do hospital estão inoperantes. O HU é uma das poucas instituições da USP que além de serem fundamentais para o ensino, consegue transmitir parte do conhecimento que adquirimos aqui à população que sustenta essa universidade.

Os bandejões correm um grave risco de serem terceirizados, precarizando ainda mais o serviço dos trabalhadores, aumentando demissão em massa e piores condições de trabalho. No central, a reitoria ironicamente marcou para o próximo dia 8 de março a terceirização da sala de louça, como forma de abrir caminho para privatização total.

Na LETRAS estamos sem professores em diversas matérias, o que só aprofunda a agenda de precarização do ensino, da pesquisa e extensão que já estava sendo aplicada por Zago e agora se aprofunda muito com o novo reitor Vahan. A LETRAS ainda é um dos cursos que tem a maior quantidade de estudante, com mais pluralidade entre eles, tendo muitos alunos negros, indígenas e estudantes de escola pública, ficando assim ainda mais sintomático que seja um dos primeiros cursos mais atacados pela PEC do fim da USP, que foi votada em 2017 e prevê que por 5 anos na USP não se poderá aumentar as verbas no ensino, pesquisa e extensão.

Não nos parece um detalhe que esse avanço acelerado da precarização do ensino público venha após o golpe institucional no país, e a conquista histórica da aprovação do princípio das cotas étnico-raciais em nossa universidade. Por todos esses motivos, no maior curso de Letras da América Latina, temos que nos posicionar contra essa agenda de ataques, e nos colocarmos ao lado dos trabalhadores para mostrar pra essa reitoria e pros governos que nossas demandas também são as demandas dos trabalhadores, e que não vamos deixar a burocracia universitária acabar com a universidade pública. Por esse motivo fazemos um chamado ao nosso centro acadêmico, o CAELL, para que construa uma reunião aberta onde possamos discutir a agenda de precarização imposta pela reitoria e o governo do estado, permitindo assim que os estudantes possam tirar ações conjuntas sobre o que podemos fazer.

Assinam essa carta:

Lucax Barreto 3° ano
Lara Zaramella 5º ano
Juliane Santos 3° ano
Rafael Barros 4° ano
Yuri Angelo 4° ano
Alisson Kameya 3º ano
Isabela Alves , 2 ° ano - militante negra autônoma
Jéssica Antunes 1° ano
Jade Oliveira Rocha 3°ano
Sarah Romão Silva, 1°ano
Daniel Barros 2° ano
Iara Lopes 3°ano
Desirée Nunes Rodrigues, 1º ano
Laura Scisci 5° ano
Gabriella Novais Couto 4°ano
Matheus Augusto Alvezde Oliveira 1° ano
Victoria Santello 3º ano
Odete Cristina Aristides de Assis 6° ano, licenciatura
Thayna Rodrigues Silva 1° ano
Vanessa Oliveira 3° ano
Cristina Rose, 8° ano
Mariana Duarte, 3° ano
Gabriele Almeida, 3°ano
Fernanda Sousa Fiamoncini 1°ano
Larissa Escanhuela Embuaba, 4°ano
José Wellington de Oliveira Santos, 1°ano
Amanda Gomes, 1°ano
Luiza Viana, 1°ano
Bianca Coelho, 5° ano
Vitória Leandro, 1°ano
Leandro Pires Gonçalves, 5° ano
Yuna Ribeiro, 3°ano
Felipe Lopes 5º ano
Lucas Souto Ferreira, 2° ano
Tainá Borges Silva ,1°ano
Giovana Maria de Sousa, 4º ano
Keyth Costa - 10° ano
Flávia Toledo, 8 °ano
Ariele Rodrigues, 3° ano
Igor Ogawa Leite, 1º ano
Gustavo Armando 1º ano
Alberto dos Santos Massena, 1 ° ano
Luiza Magalhães, 5° ano
João Gado F. Costa, 1° ano
Thiago Cabelo, 3° ano
Lucas Porto Martins 1°ano
Fernanda Ferreira, 3º ano
Henrique de Oliveira Moraes, 3º ano
Giovanna Vicentini Kim, 1° ano




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