BOLSONARO

Bolsonaro agora: "Fiquei feliz que a venda de armas aumentou nos EUA com a pandemia"

Em entrevista dada há poucos minutos sobre a publicação da gravação, Jair Bolsonaro declarou que ficou feliz em saber que a venda de armas cresceu nos Estados Unidos durante a pandemia do Coronavírus. Segundo ele, isso se deve ao crescimento do desemprego e que agora cada cidadão vai "defender o seu".

sexta-feira 22 de maio| Edição do dia

Mais uma vez Bolsonaro destila todo seu reacionarismo e obscurantismo em entrevista à Jovem Pan. Após dizer coisas absurdas reivindicando a declaração do General Heleno em ameaça ao STF, além de dizer que terá cada vez mais militares no governo, sim, afinal "com civis já não deu certo", Bolsonaro chegou ao absurdo de dizer que está feliz com a elevação das vendas de armas nos Estados Unidos.

Que Bolsonaro é lambe-botas de Trump, já sabemos. Mas agora ele dá mais um passo nesse sentido e passa a reivindicar os frutos do desemprego nos Estados Unidos. Segundo ele, a pandemia está deixando milhões desempregados nos Estados Unidos e agora "cada um está defendendo o seu". O presidente defende a lógica de que cada cidadão se defenda com as próprias armas frente à pandemia.

Fica claro que para Bolsonaro a saída para a situação de convulsão social e econômica passa por repressão e armamento, ao invés de garantia de empregos, aumento dos salários e auxílio econômico digno por parte do Estado.

Mas não só Bolsonaro pensa assim. Essa linha que ele acaba de expressar está em consonância com a declaração de Paulo Guedes na manhã de hoje, que disse que o auxílio emergencial deixa o povo "na boa vida" e por isso só considera estender se for cortado para apenas R$ 200,00.

Continue acompanhando o Esquerda Diário. Seguiremos cobrindo minuto a minuto a nova crise que se abre no governo com a publicação das gravações da reunião de Bolsonaro com ministros. Confira às 21h de hoje nossa análise ao vivo no YouTube.




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