31M

Às ruas nesse 31 de Março: contra os ataques de Temer! Que os capitalistas paguem pela crise!

Vamos às ruas amanhã mostrar a força da classe trabalhadora contra os ataques. Construamos comitês com delegados pela base para coordenar nossa luta e impor às centrais sindicais uma verdadeira greve geral. Cada dia que perdemos Temer, o Congresso e os capitalistas ganham para aprovar novos ataques.

quinta-feira 30 de março de 2017| Edição do dia

foto: Paulo Iannone / 15M em SP

Todo dia Temer, o Congresso e os capitalistas tramam contra nossos direitos. Aposentadorias, CLT, querem terceirizar tudo, e hoje graças ao STF ainda garantiram que se houver calote o Estado não tem responsabilidade nenhuma. Precisamos barrar todos esses ataques. E podemos. O dia de paralisação de 15 de março, parou cidades como São Paulo, Curitiba e outras onde houve greve nos transportes. Os trabalhadores da educação cruzaram os braços de norte a sul do país, várias outras categorias pararam, e ainda aconteceram importantes manifestações. Essa demonstração de força só não foi maior porque as centrais sindicais não permitiram. Daqui a poucas horas teremos manifestações em todo país contra todos esses ataques. Precisamos ser milhares e milhares nas ruas.

Cada minuto que perdemos para organizar uma verdadeira greve geral novos ataques são articulados, novas manobras de Temer e companhia, diz que vai tirar algo da reforma da previdência aí recoloca isso por outro caminho. Estamos há quase um mês do dia que está sendo chamada a paralisação nacional acordada em reunião entre as centrais sindicais, ocorrerão atos que precisam ser grandes demonstrações de força.

Lutamos para que amanhã fosse um novo dia de paralisações para ajudar justamente nisso, que fosse um passo de um plano para parar todo o país e que não sejamos nós, mas os capitalistas que paguem pela crise.

O Esquerda Diário e a organização que o impulsiona, o MRT, deu exatamente essa batalha que amanhã fosse um novo dia de paralisações, em diversos locais de trabalho defendemos isso e que se exigisse das centrais uma nova paralisação nacional nesse dia 31M, a assembleia da educação de Contagem, MG aprovou esse chamado em meio a sua greve, bem como os trabalhadores da USP aprovaram um chamado assim e batalhamos no metrô de São Paulo por uma nova paralisação e chamado a que todas centrais organizem já um verdadeira greve geral.

O 15M demonstrou a disposição da classe trabalhadora nacionalmente, e mesmo sem paralisação, nas escolas e locais de trabalho há disposição em também participar deste dia 31M. Muitos trabalhadores e jovens também estão se questionando o porque uma paralisação foi marcada para daqui um mês, sendo que o 15M mostrou a potencialidade de avançar na organização dos trabalhadores para concretizar um plano de luta e enfrentar as reformas de Temer golpista.

As categorias que estarão paralisadas como os trabalhadores da educação de alguns estados e municípios, como os professores do município e estado de São Paulo, professores do estado de MG e alguns municípios como Contagem que estão protagonizando greves.

Vamos às ruas nesse 31M para que ele seja mais uma grande demonstração dos trabalhadores e da juventude para retornar para os locais de trabalho a estudos e organizar comitês pela base para enfrentar as reformas do Temer golpista e impor as burocracias sindicais um plano de luta e a construção de uma verdadeira greve geral. Em São Paulo estaremos no MASP às 16h com um bloco composto pelo Pão e Rosas, Juventude Faísca e Movimento Nossa Classe para fortalecer esta luta!

O Esquerda Diário entrevistou militantes do MRT e do Movimento Nossa Classe sobre a participação nos atos do 31M e a necessidade da construção de uma verdadeira greve geral.

Diana Assunção, dirigente nacional do MRT e fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas disse: “na Faculdade de educação da USP estamos impulsionando plenárias entre professores, estudantes e funcionários e batalhando para que hajam plenárias unificadas para enfrentar as reformas de Temer e a privatização da universidade e estaremos no 31M. Apesar de amanhã não ter estar sendo construído como um dia de paralisação nacional, é fundamental que participemos com força do 31M retomando a disposição do dia 15M e lutar pela organização pela base, única forma de nos preparar seriamente para o duro enfrentamento contra as reformas com a construção de fato de uma greve geral, pois as centrais sindicais, como a CUT e CTB, com sua trégua ao governo e seu objetivo de preparar a campanha eleitoral Lula2018, já demonstraram querem controlar as massas dos trabalhadores para não colocar em risco seus objetivos eleitorais. A força dos trabalhadores pode impor um verdadeiro plano de luta e derrotar Temer e os ataques”.

Felipe Guarnieri, operador de trem do metrô de São Paulo, “no seminário da campanha salarial dos Metroviários de São Paulo nós da corrente Metroviários pela Base propusemos que o Sindicato dos Metroviários fizesse um chamado as centrais para Greve Geral Já! Mas a CTB recusou dizendo que não teria subjetividade neste momento por parte dos trabalhadores. Amanhã temos que demonstrar mais uma vez, como no 15M, que existe disposição sim dos trabalhadores em enfrentar esses ataques e construir pela base uma força que imponha aos sindicatos e às centrais sindicais uma verdadeira e urgente greve geral”.

Marcella Campos, professora da Zona Norte disse, “os professores da rede municipal e da rede estadual da Zona Norte da capital estamos nos organizando em comando unificado de greve com o boicote da burocracia sindical que está fazendo com que os professores não se auto-organizem, não coordenem a força do munícipio e do estado. E conseguimos impulsionar um ato bastante com 400 pessoas na zona norte, mostrando a disposição de luta de professores, pais, estudantes e funcionários contra reforma da previdência e os ataques à educação do governo Temer e do governo Alckmin. Neste 31M devemos mais uma vez tomar as ruas mostrar que unidos podemos para o Brasil e impor uma greve geral construída pela base”.

Flavia Valle, professora disse: “estamos em greve na educação na rede estadual de MG e nos municípios de Betim e Contagem. Neste dia 31 vamos marchar contra as reformas da previdência e trabalhistas, e por uma resposta anticapitalista e dos trabalhadores para a crise política e econômica e fortalecer as greves da educação e exigir das grandes centrais que convoquem imediatamente um plano de luta e de paralisações para construirmos uma verdadeira greve geral.”

Carolina Cacau, estudante da UERJ e professora da rede estadual do RJ, disse: “Neste 31M devemos transformar como mais um dia de luta contra as reformas e todos os ataques e dizer que os capitalistas paguem pela crise, demonstrando como o 15M a força da juventude, das mulheres, negros e trabalhadores. É fundamental que entidades como CUT, CTB, UNE, UBES, frentes como a Povo sem Medo e a Brasil Popular, e partidos de esquerda como o PSOL, coloquem todas as suas forças para organizar uma greve geral imediata, convocando para isso comitês massivos e organizados na base que façam as centrais sindicais entrarem nessa luta urgente. No Serviço Social da UERJ, votamos um Encontro para debater entre professores, estudantes e técnicos, como organizar a luta contra as reformas de Temer e os ataques do governo Pezão com seu pacote junto com o Temer e a privatização da CEDAE e o completo sucateamento da UERJ”.




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