Sociedade

GOVERNO ILEGÍTIMO DE TEMER

Aprovação de Temer é de ridículos 10%, indica estudo

Como era de se esperar, frente aos inúmeros ataques contra a classe trabalhadora, a popularidade de o presidente golpista Michel Temer (PMDB), desde quando assumiu a presidência após o golpe institucional, vem despencando. Sua aprovação deve ter se restringido aos patos da FIESP, garotos do MBL, e seus amigos empresários e banqueiros.

sexta-feira 31 de março de 2017| Edição do dia

Uma pesquisa divulgada nessa sexta-feira (31), encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que pelo menos dos entrevistados 55% avaliaram o governo Temer como ruim/péssimo. A pesquisa apresentou os seguintes percentuais:


- Ótimo/bom: 10%

- Regular: 31%

- Ruim/Péssimo: 55%

- Não sabe/não respondeu: 4%

A média no País para a avaliação ruim/péssima do governo subiu de 46% para 55%. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada de 16 a 19 de março deste ano. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios.

A região Nordeste apresenta o maior percentual de rejeição (http://www.esquerdadiario.com.br/Com-a-economia-arruinada-Nordeste-contabiliza-o-maior-repudio-a-Temer-no-pais), onde 67% avaliaram o governo como Ruim ou Péssimo. Na pesquisa realizada em dezembro do ano passado este número era de 57%.

A reprovação nos Estados do Nordeste representa mais de 10 pontos porcentuais acima da segunda região com pior avaliação, o Sudeste, onde 52% avaliam o governo como ruim ou péssimo - na última pesquisa, o número era de 46%. Em seguida está a Região Norte/Centro-Oeste, com 49% de reprovação, frente 39% em dezembro do ano passado. No Sul, a rejeição ao governo passou de 40% para 48%.

Outro ponto questionado pelo Ibope foi sobre a confiança dos entrevistados em relação ao presidente. De acordo com a pesquisa divulgada nesta sexta, 17% dos entrevistados disseram confiar em Temer, enquanto 79% afirmaram não confiar; 3% não souberam ou não responderam.

O Nordeste, por sua vez, se mantém com os menores índices de confiança no presidente (13%) e na aprovação na maneira de governar (13%). No final do ano passado, os porcentuais eram de 19% e 20% respectivamente.

A pesquisa divulgada pela CNI confirmou o que muitos brasileiros suspeitavam depois do 15 de março, dia no qual milhares de trabalhadores saíram às ruas para mostrar que não vão aceitar os ataques do governo, demonstrando a potencial força da classe trabalhadora e todo o descontentamento frente aos ajustes implementados por Temer. Apesar dessa grande raiva da população a Temer e seus ataques, da disposição de luta dos trabalhadores, mas também da aprovação no dia 22 de março da terceirização da atividade-fim, as centrais sindicais (CUT, CTB, entre outras) convocaram um dia de greve para apenas daqui um mês, dia 28 de abril.

Para quebrar com essa mobilização “rotineira” perante ataques tão arrasadores, inclusive sem ser construída em assembleias nos locais de trabalho, é necessário a construção de comitês de mobilização aonde trabalhamos e estudamos que pautem um plano de lutas em preparação de uma greve geral, pressionando as centrais sindicais a convocá-la para o quanto antes.




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