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Vazamento em oleoduto da Transpetro ameaça mangues do Rio de Janeiro

Um vazamento em um dos oleodutos da Transpetro no estado do Rio de Janeiro, subsidiária da Petrobras na área de logística, foi controlado, segundo informações da empresa, na sexta-feira.

domingo 21 de junho de 2015| Edição do dia

Segundo a empresa o vazamento alcançou 600 litros de petróleo e atingiu um rio e alcançou o mar. Ambientalistas questionam esta quantidade e alguns falam em 30mil litros. De todo modo este vazamento, segundo especialistas, põe em risco o ecossistema dos mangues da região afetada.

"Minha maior preocupação são os mangues. No sobrevoo com helicóptero vimos que ainda há petróleo saindo dos mangues", disse neste sábado à Agência EFE, o biólogo Mario Moscatelli, que entregará um relatório sobre o que observou à Secretaria do Meio Ambiente do estado.

Segundo a Transpetro, cálculos preliminares indicam o derramamento de cerca de 600 litros de petróleo na altura de Coroa Grande, distrito de Mangaratiba,. A maior parte desse volume atingiu um córrego próximo, sendo que apenas 50 litros chegaram ao mar.

A empresa, subsidiária da Petrobras, indicou que tudo parece ter se tratado de uma tentativa de roubo do petróleo que é transportado por oleodutos entre Angra dos Reis e Campos Elísios.

No entanto, os ativistas ambientais exigem das autoridades a apresentação do certificado de manutenção preventiva dos oleodutos da Transpetro para descartar que a falta de prevenção tenha sido a causadora do acidente.

Dentro da subsidiária há diferentes boatos e versões sobre roubo ou falta de manutenção, de um modo o outro há uma certeza: os dramáticos cortes nos “custos” que a empresa tem feito afeta a capacidade de fazer manutenção e mesmo de prevenir roubos. A menor quantidade de funcionários próprios ou terceirizados a verificar as condições de instalações isoladas como esta, facilita a ocorrência de desastres como este, que não foi o primeiro. Nos últimos meses e anos diversos acidentes oriundos de roubos e falta de manutenção aconteceram em todo país.

A crise da Petrobras, oriunda de investimentos irracionais por uso político, por bilionários desvios no escândalo da operação Lava Jato, tal como ocorreu nos anos 90 a crise da empresa tem afetado dramaticamente sua capacidade de manutenção das instalações. Esta situação além de servir para argumento favorável a privatização total ou parcial de setores da empresa colocam em risco os trabalhadores da empresa como toda a população que pode ser afetada por desastres de grande proporção.

O derramamento de óleo afetou as praias de Coroa Grande, em Itaguaí, e Mangaratiba, nas quais um contingente da Transpetro e das autoridades locais trabalhou durante toda a sexta-feira com lanchas, helicópteros e caminhões de apoio para conter o vazamento.

Esquerda Diário/EFE




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