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GREVE NA USP

USP em greve: Todos ao ato em frente ao CRUESP!

Trabalhadores da USP fazem greve e realizam ato em frente ao Cruesp amanhã (7). Todos ao ato em frente ao CRUESP!

quarta-feira 6 de junho| Edição do dia

Foto: reprodução do boletim do SINTUSP

Os trabalhadores da USP aprovaram greve em assembleia realizada ontem (5) e participação no ato convocado pelo Fórum das Seis, composto por entidades estudantis, de trabalhadores e professores das três universidades estaduais, que é quando ocorrerá a segunda reunião do CRUESP (Conselho de Reitores das Três Universidades Estaduais de São Paulo).

A reunião que ocorrerá amanhã (7) é o segundo encontro, visto que no primeiro a proposta sobre o reajuste salarial foi um aumento de apenas 1,5%. A greve dos trabalhadores é contra o desmonte da universidade, em defesa da educação pública e contra a medida da Reitoria de arrochar o salários dos trabalhadores, oferecendo um reajuste de irrisórios 1,5%, que mal ultrapassa a inflação divulgada pelo governo.

Enquanto aos trabalhadores é negado o reajuste salarial, o atual reitor Vahan e a burocracia acadêmica teve o aumento do teto do funcionalismo aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A PEC do Teto Salarial aprovada com 67 votos favoráveis permitirá que o teto salarial saia de R$21.000 para R$30.000, assim, o salário de Vahan, subiu R$9.000 reais.

A greve dos trabalhadores leva como reivindicações o reajuste de 12,6%, pois estão sem aumento salarial desde de 2015, o que com as correções chegaria no valor reivindicado pelos trabalhadores. Bem como o reajuste dos benefícios sociais que já não são reajustados há 5 anos. A greve também levanta outras pautas como a defesa do Hospital Universitário que foi brutalmente atacado por Zago, o ex-reitor, que promoveu o sucateamento e desmonte do hospital e a contratação de funcionários, já que foram realizados dois Programas de Demissão Voluntária que desfalcaram todos os institutos da USP.

Os trabalhadores também levam junto aos estudantes a pauta de permanência estudantil, já que vários cursos deflagraram greve.

Os reitores não aparecem com nova proposta de reajuste, e seguirão na tentativa de implementar ataques para os trabalhadores, estudantes e professores. É muito importante os três setores componham este ato amanhã, organizando uma forte greve, capaz de enfrentar ataques e conquistar as demandas levantadas.

Veja o boletim do Sindicato dos Trabalhadores da USP completo aqui.




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