IMPERIALISMO NA AMAZÔNIA

Trump apoia Bolsonaro na crise diplomática imperialista entorno da Amazônia

Em meio a disputas internacionais com imperialismo europeu em torno da crise de incêndios na Amazônia, Bolsonaro busca apoio de Trump, que se anima com a possibilidade de disputar influências sobre o agronegócio brasileiro frente a China.

sábado 24 de agosto| Edição do dia

Nos últimos dias, se iniciou uma crise ecológica com o alastramento de incêndios pela Amazônia, que tomou proporções atrozes pela sede predatória de Bolsonaro e dos capitalistas do agronegócio. Esta crise ganhou repercussão internacional e gerou conflitos diplomáticos entre o governo de extrema-direita de Bolsonaro e potências imperialistas, especialmente a França.

Emmanuel Macron, presidente da França, sugeriu a aplicação medidas em relação a crise na Amazônia no G7 e disse que isso inviabilizaria o acordo Mercosul-EU. Esta intervenção está a serviço dos interesses do agronegócio francês que já era relutante com o acordo antes da crise na Amazônia, frente a possíveis competidores sul-americanos no mercado europeu. Também se falou em jornais alemães, como Diet Zeit, que já era hora de aplicar sanções econômicas contra o Brasil de Bolsonaro.

Bolsonaro por sua vez chegou a dizer no Twitter que Macron “evoca mentalidade colonialista” e depois da bravata voltou-se para o presidente do seu imperialismo favorito, Donald Trump, para buscar apoio em meio ao isolamento.

O presidente dos EUA twittou, após conversas com Bolsonaro, que “as perspectivas comerciais futuras com o Brasil são muito animadoras” e que está “pronto para ajudar”. Bolsonaro aparentemente também buscou costurar um apoio do estado de Israel, mas ainda não há declarações públicas do governo Netanyahu.

Esta resposta animada de Trump em relação a “perpectivas comerciais” se refere ao posicionamento americano, favorecido pelo governo Bolsonaro, para frear tentativas do agronegócio brasileiro de abrir novas exportações para a China, no contexto da guerra comercial China-Estados Unidos.

É interesse do agronegócio brasileiro de incrementar seu comércio com a China que tem se chocado com os interesses capitalistas de EUA, França e Alemanha. Sendo esta última a maior beneficiária do acordo Mercosul-EU, tentando explorar o papel brasileiro de país agroexportador para tentar conter o ritmo da desaceleração econômica que assola o país germânico.

As disputas entre estes países imperialistas de nada irá adiantar para contribuir para o combate ao aquecimento global (que Trump e Bolsonaro negam existir) e mudanças do uso do solo gerados pelo capitalismo e que são responsáveis pela crise ecológica. Principalmente frente ao risco de retração mundial que se avizinha, na qual os capitalistas tentarão de tudo para aumentar seu lucros, mesmo que isso signifique a devastação de um ecossistema tão importante quanto a floresta amazônica.




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