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Grécia | Trabalhadores ferroviários gregos bloqueiam entrega de tanques dos EUA para a Ucrânia

Como um grande exemplo aos trabalhadores da Europa, os ferroviários na Grécia conseguiram bloquear um carregamento de tanques dos EUA para a Ucrânia por mais de duas semanas.

segunda-feira 4 de abril | Edição do dia

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Trabalhadores da TrainOSE, uma empresa ferroviária grega, se recusaram a entregar tanques dos EUA destinados à Ucrânia vindo de Alexandroupoli, um porto na parte norte do país. Depois que os trabalhadores se recusaram, os patrões tentaram forçar ferroviários de outros lugares a assumir o trabalho.

“Há cerca de duas semanas”, disse o Partido Comunista da Grécia (KKE) em um comunicado, “funcionários da casa de máquinas em Salônica tem sido pressionados para irem a Alexandroupoli”.

O esforço desesperado dos patrões para encontrar trabalhadores que façam o serviço avançar não teve sucesso. A argumentação patronal foi de que os trabalhadores não deveriam se importar com o conteúdo que estão transportando, mas isso não mudou a decisão da categoria, mesmo com uma ameaça em relação aos contratos de trabalho que diz: “Um empregado pode ser descartado de acordo com as necessidades da empresa”. Outras ameaças de demissão também se mostraram infrutíferas.

À medida que essa situação se desenvolveu, os sindicatos intervieram, exigindo que os trabalhadores ferroviários gregos não fossem usados ​​para transportar equipamentos militares e pelo fim das ameaças contra aqueles que se recusavam a transportar armamentos da OTAN. Uma declaração do sindicato afirma:

“Não” a qualquer participação de nosso país em conflitos militares na Ucrânia, que apenas servem ao interesse de poucos em detrimento dos povos. Em particular, exigimos que o material circulante ferroviário de nosso país não seja usado para transferir o arsenal EUA-OTAN para países vizinhos.

A declaração coloca o sindicato em oposição não apenas aos patrões, mas também com o presidente dos EUA, Joe Biden. Na última segunda-feira, Biden anunciou que os Estados Unidos gastariam 6,9 bilhões de euros na Ucrânia e nos estados membros da OTAN para “aumentar as capacidades e a prontidão das forças, aliados e parceiros regionais dos EUA diante da agressão russa”.

Infelizmente, os patrões do TrainOSE conseguiram trazer fura-greves, e as armas acabaram sendo transportadas – mas não sem uma ação final dos trabalhadores em greve, que encharcaram os tanques com tinta vermelha, representando o sangue derramado pela guerra.

Este boicote à entrega de armas mostra mais uma vez que os trabalhadores são capazes de acabar com a guerra. Em outros lugares, como em Pisa, na Itália, funcionários do aeroporto se recusaram a entregar armas, munições e explosivos para a Ucrânia. Na Bielorrússia, também, trabalhadores ferroviários se recusaram a entregar suprimentos urgentemente necessários para o exército russo. Agora, os trabalhadores gregos aderiram a este chamado internacional. Eles estão mostrando a todos que os trabalhadores comuns podem parar a guerra. Este é um grande exemplo para os ferroviários alemães que já demonstraram, com uma manifestação inicial em Berlim contra as entregas de armas, que se opõem à guerra na Ucrânia.




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