Gênero e sexualidade

ESTERILIZAÇÃO FORÇADA

Tatiene Dias, 2ª mulher condenada à esterilização forçada pela Justiça

O promotor Frederico Barruffinni e o juiz Djalma Moreira Gomes envolvidos no caso de Janaina, esterilizada após da ação do Ministério Público de São Paulo, decidem por esterilizar uma segunda mulher, Tatiene Monique Dias.

terça-feira 19 de junho| Edição do dia

(A pessoa na imagem não é Tatiane. Foto meramente ilustrativa)

A jovem de 23 anos que é mãe de dois filhos havia sido interditada pela ação da Justiça por ser “absolutamente incapaz” e agora por meio do promotor Barruffinni e do juiz Djalma Gomes irá se submeter a cirurgia de laqueadura. É asqueroso as arbitrariedades que fazem os juízes, agora contra as o direito das mulheres ao próprio corpo, protegidos pelos seus gordos salários e auxílios.

A decisão absurda tomada pela Justiça brasileira é mais uma prova do avanço da arbitrariedade e autoritarismo do judiciário que pela segunda vez decide por uma mutilação, uma violência obstétrica como essa fosse uma solução razoável a quaisquer que sejam os problemas da vida de uma mulher. Essa decisão violenta e autoritária imposta a Tatiene e Janaia nos dá mostras da atuação desta casta cheia de privilégios que sempre se coloca contrária aos direitos de mulheres trabalhadoras.

Mesmo alegando a partir de diagnóstico médico que Tatiene possui “retardo mental moderado” e por conta disso seria considerada “incapaz” pela Justiça, não pode ser aceitável que em casos como esse a opção viável aos olhos desse juiz e promotor seja intervir diretamente no corpo de Tatiene de maneira violenta. Essa é uma decisão absurda que viola um direito decidir sobre o próprio corpo que mostra o avanço da retirada de direitos democráticos encabeçada pelo judiciário, justamente esse poder constituído do Estado brasileiro que não eleito por ninguém.

Repudiamos essa ação tomada pela Justiça, na mesma medida em eu denunciamos essa casta política que recebe salários altíssimos, auxílio moradia e que não foi eleita por nenhum brasileiro e que agora passam a decidir pela mutilação física de mulheres.




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