Cultura

OSCAR 2018

Solidariedade com os “dreamers” na entrega do Oscar 2018

Migrantes, “dreamers” [filhos de imigrantes que foram levados ilegalmente para os EUA quando ainda eram menores de idade] e o muro da fronteira foram alguns dos temas abordados por distintos artistas durante a 90ª edição do evento de gala Oscar 2018.

segunda-feira 5 de março| Edição do dia

No que a mídia já chama de “os prêmios mais latinos da Academia”, a 90ª edição da premiação do Oscar ocorreu neste domingo em meio a distintas mostras de apoios aos jovens migrantes conhecidos como “dreamers”. O muro foi outro tema que também foi mencionado.

O evento contou com um número musical realizado pelos mexicanos Gael García e Natalia Lafourcade, interpretando o tema de Coco.


Guillermo del Toro, vencedor do prêmio de Melhor Diretor pelo filme A forma da água, foi um dos latinos que mencionou sua condição de “imigrante” e assegurou que o cinema é uma indústria que pode apagar “as linhas na areia”. Dedicou seu segundo prêmio (que o premiou como Melhor Filme) aos jovens diretores em qualquer parte do mundo.


Lupita Nyong’o e Kumail Nanjiani, do Quênia e do Paquistão, respectivamente, também comentaram suas condições de imigrante. Nanjiani se descreveu como um dreamer e manifestou sua solidariedade com os milhares de crianças e jovens que se mantém atentos aos giros da política migratória dos Estados Unidos.

Apesar dessas amostras que são indicadores do clima de politização em torno deste tema, não houveram declarações politicamente “polêmicas”. A demanda por vozes que se acomodaram aos governos democratas, hoje em conflito com a administração republicana, não é nova: as premiações do Oscar foram cenário de “protestos” contra a Guerra do Vietnã, pela Palestina, em rechaço à intervenção no Iraque ou pelos direitos animais.




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