CORONAVÍRUS

Sob gestão Doria, se São Paulo fosse um país seria o 5° mais afetado pela Covid-19

Desde o início da pandemia Doria buscou se diferenciar do negacionismo de Bolsonaro se mostrando como um gestor responsável, que escutava a ciência e priorizava a vida. Passados 4 meses da crise sanitária, vemos que a política do governador do PSDB não representa qualquer alternativa aos disparates do Planalto.

sexta-feira 31 de julho| Edição do dia

Nesta quarta-feira, dia 29 de julho, São Paulo ultrapassou o meio milhão de casos, 542.304 casos confirmados, e atingiu o triste número de 22.997 mortos. Número de óbitos menor apenas do que 8 países. Apesar de toda a pressão empresarial para reabertura dos comércios, das atenuações otimistas do governo Doria acompanhadas da insistência criminosa de seus planos de volta às aulas, estamos 16 dias acima de 260 óbitos diários e há 2 meses dias perdemos 200 vidas diariamente.

Nesta semana também aumentou a chamada curva móvel diária, o argumento da secretária é devido ao aumento de testes das últimas semanas. Na verdade, a testagem no Estado ainda está longe da quantia massiva necessária. Para agravar o problema, muitos prefeitos se negam a massificar as testagens para artificialmente se enquadrarem nos planos de reabertura econômica. Diferente do que a propaganda do governo informou, os números referentes às internações também são preocupantes. O Estado conta com 5214 pessoas internadas em estado grave e mais 7.391 pessoas internadas em enfermarias.

A situação da pandemia no Estado é drástica, mostrando a falácia do Plano São Paulo anunciado por Dória no começo da semana. Na prática, tal plano facilita a reabertura e volta às aulas em um momento crítico da pandemia. Sem qualquer segurança sanitária, Dória apresentou um plano de flexibilização, com volta as aulas. Como denunciamos aqui: ” Trata-se de todo um jogo de palavras, números e cores para favorecer os grandes empresários e garantir seus bens e lucros. Enquanto as famílias trabalhadoras ficam na encruzilhada entre o desemprego e a fome e o risco de contaminação e morte por COVID-19.”

Claramente as decisões de flexibilização, os planos e projetos de leis de Dória são criados para satisfazer os interesses do mercado e das grandes empresas. Quando eventualmente se diferencia do negacionismo bolsonarista faz demagogia buscando disfarçar que seu projeto também é sacrificar nossas vidas em nome do lucro.

Durante a semana Doria e o prefeito Bruno Covas receberam repúdio ativo de professores da rede estadual e municipal, que se opuseram a hipocrisia e o crime do retorno presencial das escolas. Os trabalhadores começam a se impor não aceitando as balelas do governador e mostram que só conseguiremos defender nossas vidas lutando contra o governo e os patrões.

É necessário uma grande luta nacional para arrancarmos Bolsonaro, Mourão e os militares. Mas figuras como Dória também são nossos inimigos e o avanço da nossa luta passa por evidenciar a hipocrisia de seu discurso. É para que a saída política da atual crise não seja explorada por alas da burguesia e dos golpista que precisamos lutar por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana impondo que nossas vidas não estejam nas mãos de administradores sedentos por lucros. Que nós, trabalhadores organizados, possamos impor nossas demandas frente a crise e defender a vida dos nossos!




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