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HU-USP É DO POVO

Sindicato da USP recebe informação de que novo reitor quer desvincular o Hospital Universitário

A troca de reitor nem de longe significou uma troca nos métodos privatistas de gestão tomados por Zago: informações indicam que Vahan, o novo reitor, quer prosseguir com a política de desvincular o HU da USP e vinculá-lo ao HC.

Babi Dellatorre

Diretora do SINTUSP

quarta-feira 31 de janeiro| Edição do dia

O Sindicado dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) foi informado que a Reitoria, junto à burocracia acadêmica da USP mais uma vez tentam lançar suas garras sobre o Hospital Universitário: a proposta é desvincular o Hospital e transformá-lo em um orgão associado ao Hospital das Clínicas (HC).

Sob o comando de Vahan, o novo reitor, o projeto iniciado com Zago em 2014 permanece latente na projeto de sucateamento levado pela reitoria da USP. Zago já havia tido a tentativa de desvincular o Hospital, que enfrentou resistência por parte principalmente dos trabalhadores. A desvinculação não ocorreu, porém, Zago não parou: implementou dois grandes processos de PDV (Pedido de Demissão Voluntária) e fechou o Pronto Socorro Adulto.

Vahan vem continuar este ataque brutal que assola não somente os trabalhadores, mas a comunidade do butantã que tem como referência em saúde o HU-USP e também os alunos, que concretizam importante parte da sua jornada acadêmica estagiando no hospital.

Em um plano ideal, seria preciso confirmar o quão verdadeira é esta informação junto à própria reitoria. Entretanto, desde 2014 a reitoria mostrou para os trabalhadores da USP como é feita a sua política em relação ao hospital: de maneira sorrateira e clandestina, negando qualquer tipo de transparência na gestão do HU-USP.

É por isso que não podemos esperar que a reitoria nos forneça algum tipo de comunicado oficial sobre os próximos passos em relação ao Hospital. É preciso preparar uma forte luta contra essa nova e velha tentativa da reitoria e da burocracia uspiana contra o HU-USP.

A defesa do HU perpassa por diversos setores que afligem a vida de todas as camadas que o constroem: o hospital é um ferramenta que concretiza a ação que a universidade deveria ter perante a sociedade, ou seja, de servir para os trabalhadores e para a população. O hospital, que é um hospital-escola, é tanto um local de trabalho, que hoje encontra-se totalmente precarizado; também é a referência em saúde para a população do Butantã; e para os alunos, é o lugar onde assentam os conhecimentos adquiridos em aula e se formam como profissionais. E por fim, a luta pelo HU-USP não se esgota em si mesma, pois significa lutar pelo direito à saúde gratuita e de qualidade.

Defender o Hospital Universitário requer luta!

Sabendo da importância do Hospital e de toda a luta que já percorre anos resistindo à reitoria, o SINTUSP realizará reuniões com funcionários de todos os turnos do HU a partir da semana que vem, para que os trabalhadores possam discutir e se organizar para as lutas que ocorrerão desde dentro do próprio HU-USP.

A construção de um hospital-escola da USP nasceu de um processo de luta que ao longo do tempo envolveu trabalhadores, comunidade acadêmica e moradores. O hospital é um símbolo de excelência em ensino, pesquisa e extensão. Não podemos permitir que a reitoria, com seus claros interesses privatistas sob a universidade, retirem de todos o HU-USP. A verba extra aprovada para o HU, que soma um total de R$ 48 milhões, deve também ser utilizada para a contratação de trabalhadores efetivos, afim de recompor todos os setores que mantém o hospital vivo e que hoje encontra-se defasados.

O HU é do povo! Lutemos por ele!

Veja também: "Do Sucateamento ao feachmento de setores do hospital da USP: desmistificando a crise"




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