Economia

PRIVATIZAÇÃO

Para banqueiro da BR Partners, privatização é fundamental para economia do país

Fundador da BR Partners, Ricardo Lacerda, declara em entrevista seu posicionamento favorável ao atual governo e suas políticas de privatização e reformas. Para ele, somente com reformas, venda das estatais e redução do Estado, a economia poderá crescer.

quarta-feira 2 de outubro| Edição do dia

Em entrevista concedida ao Estadão, o fundador do banco de investimento BR Partners, Ricardo Lacerda, deixou claro como o governo Bolsonaro, apesar das turbulências do último período, das cisões e crises internas, segue agradando importante setor neoliberal com sua política de privatização e reformas.

Para o banqueiro, a aprovação no Senado da reforma da previdência é motivo de comemoração e é o mínimo que tinha que ser feito para salvar a economia do país. Reconhece não ser suficiente para encerrar a crise, elemento que tem ficado cada vez mais claro a todos, defendendo então as reformas tributária e administrativa para levar a economia brasileira para o crescimento.

Ainda que tenha declarado que a economia não está respondendo como esperado neste governo de Bolsonaro e Guedes, o banqueiro tem boas perspectivas e aponta como caminho para retomada da economia a ofensividade nas privatizações, a começar pela Petrobrás. Para ele, “estatais só criaram ineficiência, privilégio e corrupção”, defendendo que ao privatizar e reduzir a presença do Estado haverá maior injeção de capital, além de trazer mais transparência para o país.

Reconhecendo que o atual governo trabalha justamente com políticas e planos neoliberais, de ataque aos direitos trabalhistas e de expansão, abertura e subordinação ao capital estrangeiro, o fundador da BR Partners deixa claro para quem Bolsonaro e sua corja reacionária governam. Passam por cima do futuro, do meio ambiente e dos direitos dos trabalhadores, das mulheres, negros, LGBTs e indígenas.

Como o banqueiro mesmo afirma, a retomada da economia brasileira tem sido lenta e gradual e apesar das expectativas e tentativas da burguesia, está mais difícil encerrar a crise que assola o país de modo que atenda plenamente aos seus interesses. Frente a isso é possível e preciso dar uma resposta que demonstre como os nossos interesses são antagônicos e que não aceitaremos que a crise seja descarregada nas nossas costas.




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