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Panamá rompe contratos com Odebrecht, Lava Jato ajuda a nova acordo de leniênica

quarta-feira 4 de janeiro| Edição do dia

De acordo com planilhas apreendidas pelo Ministério Público da Suíça, ao menos oito repasses de propinas a Odebrecht, a um “ alto membro do governo” local. Segundo as investigações europeias, ao todo, a empreiteira pagou 32,8 milhões de francos suíços (R$104 milhões) ilegalmente.

Os documentos citados pelo Estado de São Paulo revelam que os pagamentos ocorreram entre 16 de dezembro de 2009 e 27 de agosto de 2012. A propina foi paga por “troca de projetos” que a Odebrecht realizaria. Para não deixar rastros acerca do pagamento, duas transferências ao menos, envolveram empresas de fachada criadas no próprio Panamá.

De acordo com o MP suíço, integrantes do gabinete do ex-presidente Ricardo Martinelli, que governou o país de 2009 a 2014, era destinatário do dinheiro. Segundo as apurações dos procuradores suíços, o dinheiro foi entregue sob a promessa de que a construtora fosse beneficiada através de licitações públicas.

Ainda que não aja lista de obras obtidas pela construtora, foi apurado que no período em que a propina foi paga, dez licitações públicas foram vencidas pela Odebrecht no país, num valor que ultrapassa R$4 bilhões, estando inclusas a linha 1 do metrô, bem como projetos de água potável e estradas.

No dia 21 de dezembro, a Suíça aplicou multa de mais de US$ 211 milhões contra a empresa brasileira, sob a alegação de ter se utilizado do sistema bancário do país, para cometer crimes.

As transações identificadas pelos suíços coincidem com as declarações de executivos da empresa em delações à Justiça brasileira.

No Panamá, o atual governo já anunciou que a Odebrecht esta proibida de participar de futuras licitações. A empresa é a maior estrangeira com contratos no Panamá, avaliados em mais de US$ 8,5 bilhões. O governo panamenho divulgou nota na imprensa local cobrando que a Odebrecht também feche acordos de leniência com seu país.

Desde 2015 o Panamá declara investigar as suspeitas de propina no governo de Martinelli. O ex-presidente nega qualquer envolvimento e afirma que o processo é uma “perseguição politica orquestrada pelo atual governo”.

A cobrança do governo panamenho por um acordo de leniência naquele país e a Lava Jato brasileira primeiro não ter incluído esse país no acordo global e agora estar fornecendo informações levanta suspeitas se não se trata de um movimento para rasgar contratos e colocar a gigante brasileira em apuros para substituí-la por empreiteiras interessadas do imperialismo, e desse modo operar uma substituição da corrupção tupiniquim por uma "made in USA".

com informações da Agência Estado




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