Política

10J CONTRA TEMER

No 10J é necessário que a CUT e as outras grandes centrais lutem de verdade!

segunda-feira 6 de junho de 2016| Edição do dia

Está marcado para o dia 10 de junho o dia nacional de luta contra o golpe e em defesa dos direitos chamado por CUT e CTB, ao qual outras centrais aderiram como a Intersindical. O pesar fica com a CSP-Conlutas que está boicotando o dia 10 na sua base sindical, em vez de somar forças e dar exemplos de luta nas categorias que dirigem.

Vagner Freitas, atual presidente da CUT, colocou no site da central que a CUT irá paralisar fábricas, escolas e retardar atendimentos onde for possível e chama os estudantes a se somar a luta contra o governo Temer e seus planos de fortes ataque a classe trabalhadora.

Apesar de corretas as críticas ao governo golpista de Temer feita pela CUT, a central, ao afirmar que não dará um cheque em branco ao governo Dilma caso a mesma volte, entra em contradição com a política da central que dirigiu seus sindicatos nos anos do governo PT visando preservar os governo Lula e Dilma e sem ter ações de luta quando os ataques vinham do governo do PT.

Numa situação de crise que vem assolando a classe trabalhadora no Brasil, que no ultimo período chegou na triste marca dos 11 milhões de desempregados, a ação chamada pela CUT ainda é insuficiente para frear todos ataques contra a classe trabalhadora,planejada e arquitetada pela burguesia nacional e seus órgãos como Fiesp, uma das principais financiadoras do golpe.

A CUT e as outras centrais devem mobilizar suas bases para uma guerra dura contra a patronal que dia após dia vem aplicando ataques como congelamento de salários no funcionalismo público, demissões em massas na indústria, e projetos de leis que retiram direitos históricos dos trabalhadores como aposentadoria, 13% salário, férias entre outras maldades. Ao mesmo tempo o governo oferece um aumento de 41% para o judiciário e mantém e aprofunda os privilégios dos grandes burocratas da politica nacional.

Por isso o dia 10 deve ser um dia de luta que inicie essa grande batalha, que já vem sendo dada em alguns setores do funcionalismo como a atual greve de funcionários e estudantes nas estaduais paulistas, com várias ações radicalizadas, com métodos da classe trabalhadora como piquetes, trancaços de rua entre outros. Que a CUT e a CTB - que não fizeram nada até agora para opor obstáculo ao golpe ou aos ataques patronais - ponham de fato sua grande estrutura sindical para paralisar grandes fábricas, serviços públicos importantes, categorias precarizadas e lute de fato não só contra os ataques feito pelo governo golpista de Temer mas contra qualquer ataque e retirada de direitos da classe trabalhadora.

O MRT junto com o Movimento Nossa Classe, Esquerda Diário e a Juventude Faísca irá se somar ao dia 10, assim como fizemos no dia 3 (dia nacional de luta em defesa da educação) onde fizemos várias ações destacando as estaduais paulistas, com aulas publicas, piquetes e fechamentos de importantes vias em SP e Campinas, feita em aliança da juventude com a classe trabalhadora. Levantaremos alto a bandeira da luta contra os ataques dos golpistas e dos governos estaduais e municipais, além de levantar a necessidade de impor pela luta uma nova Constituinte para que os trabalhadores decidam os rumos do país contra este regime político apodrecido, questionando os privilégios e os salários dos políticos e juízes, defendendo a abolição da dívida pública e a proibição das demissões. Sabemos que esta guerra está apenas no início e que a burguesia está querendo jogar nas nossas costas o peso da crise, coisa que não iremos aceitar e só com a luta independente dos trabalhadores podemos frear esses planos nefastos.

Sabemos que há setores importantes dentro da CSP-Conlutas e do Movimento Mulheres em Luta que não concordam com esta abstenção vergonhosa defendida pelo PSTU - que na prática deixará a Conlutas longe dos trabalhadores que querem defender seus direitos, empregos e salários contra os ataques golpistas de Temer, e que não confiam no PT e em suas centrais burocráticas. Chamamos estes setores a participarem junto conosco do MRT, que somos parte da Conlutas, para levantarmos uma bandeira independente de classes que faça com que os capitalistas paguem pela crise.




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