GOVERNO BOLSONARO

Mesmo com a demagogia e o auxílio, reprovação de Bolsonaro cresce

Com o avanço da crise sanitária que assola o país, as políticas públicas do governo Bolsonaro seguem sendo alvo de críticas, segundo apontam dados de pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 23 e 24 de julho.

quarta-feira 1º de julho| Edição do dia

Imagem: Luiz Ernesto Magalhães

Com um auxílio emergencial muito abaixo do necessário para o sustento do trabalhador, o governo do atual presidente segue em baixa, mesmo com as pessoas que receberam ao menos uma parcela do benefício, onde mais de 60% entrevistados diz que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda na crise do novo coronavírus.

Isso devido ao fato de que o valor oferecido pelo auxílio é extremamente baixo e não sustenta uma família onde os trabalhadores tiveram que parar ou perderam seus empregos durante a crise que só cresce no país. O governo não apresentou nenhuma forma efetiva de ajudar os trabalhadores em meio a crise, que no Brasil já está no marco de mais de 1 milhão de pessoas infectadas e quase 60 mil mortes, em vez de garantir mais leitos, respiradores e testes massivos para a população, adota medida para salvar os bancos com valor que passa de 1 trilhão de reais em forma de medidas econômicas que facilitam e flexibilizam as transações bancárias.

Além do valor do auxílio ser insuficiente para o sustento de uma família, Bolsonaro já anunciou que vai parcelar as os dois próximos meses e que pretende diminuir o valor do auxílio de forma escalonada para implementar um programa chamado Renda Brasil, com uma quantia prevista de R$ 250, em um cenário onde o desemprego cresce e o valor da cesta básica também vem aumentando de acordo com o DIEESE, tudo isso em um cenário onde os casos de infectados por coronavírus vem em curva ascendente.

Como já colocamos aqui no Esquerda Diário, é necessário defender um valor de auxílio de R$2000,00 para cada trabalhador, e o dobro para as mulheres chefes de família, para que os trabalhadores sejam realmente capazes de sustentar suas famílias em meio a crise sanitária. E contra o discurso da crise orçamentária e da falta de recursos, defendemos a taxação de grandes fortunas e o não pagamento dívida pública que seriam uma forma de conseguir fundos para o auxílio. Tudo isso articulado com o Fora Bolsonaro, Mourão e os militares, sem ter nenhuma confiança em setores como o STF ou o Congresso, mas sim a partir da exigência de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que o povo possa escolher o destino do país e a saída política para essa crise.




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