Mundo Operário

PARALISAÇÃO EM BETIM

Manifestação em Betim reúne 500 metalúrgicos em frente a importante autopeças

Cerca de 500 metalúrgicos fizeram ato e pararam a produção da empresa Keiper/Prevent em Betim/MG na manha de ontem dia 18 de maio. O sindicato de Betim, cidade localizada na região metropolitana da grande BH, disse que a paralisação se deu por conta de ameaça de fechamento da empresa.

quinta-feira 19 de maio de 2016| Edição do dia

A suspeita do fechamento se baseia na suspensão de fornecimento de componentes pelas empresas Tower e Mardiel, que pertencem ao grupo Keiper/Prevent. Caso se confirme um fechamento, toda a categoria terá problemas por se tratar de uma empresa de grande importância, que tem 800 funcionários na cadeia produtiva e que compra peças de diversas autopeças menores.

A FIAT e a empresa se contradizem nos motivos e divergem na justificativa da falta de fornecimento dos componentes. Enquanto a montadora alega ajustes no contrato entre os dois, a empresa Keiper/Prevent justifica dizendo que recebeu um calote de remessas anteriores enviadas à montadora.

O impasse fez com que a FIAT parasse 3 das 4 linhas de produção no último dia 25 e ontem parou completamente a produção da maior montadora de carros do país, que hoje conta com 19 mil funcionários. Segundo a montadora o prejuízo é enorme e, para chantagear, disse que a perda diária com a falta de fornecimento dos componentes gera um prejuízo de 30 milhões de reais por dia ao governo. A empresa Keiper/Prevent também não forneceu matéria prima a Volks no ABC paulista e ao Paraná, onde as montadoras também pararam por falta de matéria prima.

Apesar do protesto, o sindicado dos metalúrgicos de Betim, dirigido pela CTB, muito pouco vem fazendo para barrar os ataques da patronal na crise que assola o País. Já são milhares de demitidos na cidade e não foram chamadas lutas radicalizadas para se combater a patronal. Além disso, a FIAT tem os menores salários entre as montadoras do País e, na região de Betim, a revolta com a paralisia do sindicato é generalizada.

A CUT vem ensaiando uma oposição na categoria, mas sabemos que também não podemos confiar, pois no sindicato de BH/Contagem a mesma CUT tem uma direção desastrosa em que nada faz contra a patronal. Por isso, só uma forte mobilização dos trabalhadores que exijam das direções que o sindicato seja um instrumento dos trabalhadores para se construir fortes lutas e greves operárias. Em caso de fechamento, ocupações das fábricas com controle operário para golpear a patronal que, para manter seus lucros, implementam demissões e ataques em todas metalúrgicas do país.




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