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MEC tira combate à homofobia e transfobia dos critérios para avaliação de livros

sexta-feira 11 de maio| Edição do dia

Imagem: Todos Negros do Mundo

O Edital do Programa Nacional de Materiais Didáticos (PNLD), publicado pela última vez em março, deixou de contar com referencias explícitas de combate a Transfobia e Homofobia nos critérios para a escolha de obras a serem utilizadas. Segundo a nova configuração basta que a produção esteja "livre de estereótipos ou preconceitos" com relação a alguns temas, entre eles a questão sexual e de gênero. Em geral, os editais trabalham com dois anos de antecedência, ou seja, os livros do edital desse ano chegarão as escolas em 2020.

Os editais do PNLD, vinculado ao MEC, são publicados periodicamente, consomem em torno de 1 Bilhão da pasta de educação e servem para a escolha de que materiais didáticos chegarão as escolas. Suas 3 últimas edições traziam o combate a homofobia e transfobia como parte dos critérios para os livros escolhidos.

Adriana Sales da secretária de Educação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) entrevistada pelo globo refletiu sobre a noticia:

“Os conceitos de homo e transfobia entraram nos editais depois de muita discussão nos Grupos de Trabalho. É um retrocesso que reflete a atual conjuntura do MEC."

Essa mudança foi apenas uma da PNLD. Através de decreto publicado por Temer ano passado, a escolha de pessoal é feita somente pelo Ministro da Educação. Ou seja, não há mais espaço para intervenções de terceiros na escolha do material didático que não os escolhidos pela alta cúpula golpista.

Com Informações do Jornal O Globo




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