Informalidade do trabalho ultrapassa 50% em 11 estados

A informalidade, que quer dizer trabalho precário e falta de direitos, cresce no país, atinge maior patamar desde 2016 e chega a 41,1%, para deleite da dupla Bolsonaro e Guedes, que debocham das condições de vida dos trabalhadores.

sexta-feira 14 de fevereiro| Edição do dia

O Brasil é reconhecido mundialmente pelo trabalho precário. De Norte a Sul do país, são jornadas extenuantes, escassez de direitos, baixos salários, péssimas condições de trabalho etc.

A informalidade é uma dessas ferramentas que o capitalismo possui para super explorar os trabalhadores, bem em compasso com o receituário neoliberal que se já era aplicado pelo PT através da expansão da terceirização, mesmo que com algumas concessões aos trabalhadores, desde o golpe institucional de 2016, vem sendo aplicado de maneira acelerada no Brasil, primeiro por Temer e agora por Bolsonaro e Guedes.

Os dados publicados pelo IBGE reafirmam essa realidade. Em 11 estados brasileiros, a informalidade ultrapassa 50% do total de trabalhadores ocupados. Junto com o aumento da terceirização e com o forte de desemprego (cerca de 11 milhões de pessoas), cria-se um quadro alarmante em relação as condições de vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Sobretudo, por que quem mais sofre com essa precarização são os negros, as mulheres e os LGBTTs que ocupam os piores postos de trabalho.

Os dados ainda reportam que a queda de desemprego em 2019 (mas que ainda mantém patamares bastante elevados) foi “puxada” pelo aumento da informalidade como dos postos de trabalho nos aplicativos, mostrando que Bolsonaro seguiu suas promessas de campanha ("Menos direitos e emprego, ou desempregado com direitos") de atacar os trabalhadores e defender os empresários.

Enquanto isso, a dívida pública atingiu o patamar de R$5,5 trilhões em dezembro do ano passado, e se projeta que consuma 75,8% do PIB nacional nesse ano e segue sendo paga religiosamente.




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