Educação

ABERTURA INSEGURA DAS ESCOLAS

"Fui informada por uma das estudantes que ela estava usando a mesma máscara desde segunda", relata professora

São centenas de denúncias feitas pelos professores e comunidades escolares sobre a situação completamente precária e fora dos protocolos de segurança sanitária das escolas paulistas.

quinta-feira 18 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Agência Brasil

Nas últimas semanas o assunto do retorno presencial às aulas, esteve presente nas casas, escolas, entre professores e funcionários, além de ter recebido uma enorme cobertura da grande mídia.

O universo do retorno presencial as escolas que estão buscando mostrar na TV, com todas as medidas sanitárias, EPI’s, número máximo de crianças, distanciamento, álcool em gel, enfim, todo o discurso das mídias e dos governos de que as escolas estariam preparadas para o retorno, se provaram uma enorme mentira.

As aulas que retornaram em alguns municípios de São Paulo e que teve seu retorno na rede estadual na última segunda, 15/02, trouxeram uma enorme preocupação com a aprendizagem e a saúde dos professores, funcionários, pais e alunos, além de todas as preocupações com a pandemia e com a crise que se expande nas esferas sociais, políticas, econômicas e sanitárias.

Nós do Esquerda Diário temos recebido diversas denúncias, como a dessa professora da rede estadual que preferiu não se identificar, por medo de sofrer assédio moral:

“ As lousas foram substituídas... agora são brancas.. recebi 4 pincéis recarregáveis porém tem apresentado falta de tinta e dificuldade em escrever.. o apagador fui eu que comprei.
A comunicação com a comunidade não tem sido clara, o que impacta diretamente com nossa atuação. Hoje presenciei que não está acontecendo a troca de máscara pelos estudantes, e fui informada por uma das estudantes que ela está usando a mesma máscara desde segunda.”

Dória com seus discurso demagógico, tentou construir a imagem de gestor responsável, mas o que escancara agora, além do falso discurso da vacina, que a verdade é que não tem para todos, nem mesmo para os profissionais da saúde nesse primeiro momento, é sua total irresponsabilidade com a vida de toda a comunidade escolar.

As escolas não tem estrutura para receber os alunos, as salas não tem ventilação, o álcool em gel enviado veio vencido em algumas escolas, vez ou outra falta água e sabonete para lavar as mãos, além disso a escola não oferece condições para que os alunos mantenham todo o protocolo sanitário. Deveria no mínimo oferecer máscaras para os alunos, professores e funcionários.

A imposta volta às aulas aliada ao “plano de vacinação” pretende instaurar uma falsa normalidade, que serve única e exclusivamente aos interesses do mercado e aos lucros dos capitalistas.

Desde o começo da pandemia se tornou mais claro a cada dia quem são as pessoas que movimentam a sociedade, ficou mais claro que sem os trabalhadores não existem os lucros dos patrões, agora diante dessa normalização forçada, mais uma vez vemos nossas vidas rifadas. A precarização só aumenta, seja no trabalho ou na vida de conjunto. Enquanto os salários e as condições de trabalho estão cada vez piores, vemos os preços dos alimentos básicos, ainda nas alturas.

Diante desse cenário caótico, que conta para além do descaso com as escolas, não só com os protocolos sanitários, mas também com a própria educação que se vê comprometida diante de tal cenário, com o colapso da saúde e a precarização do trabalho e da vida, já chegamos a quase 240 mil mortos.

A conjuntura exige medidas emergenciais, nesse sentido os sindicatos de professores e principalmente a APEOESP deveriam organizar a luta de toda a categoria, para que seja a comunidade escolar que decida quando e como voltar, ao invés disso organizam uma greve onde não se para de trabalhar, uma greve reivindicando as aulas remotas (que também sabemos nos responde às demandas desses alunos) e com discursos ambíguos que fazem com que a categoria não se sinta representada, e diante da possibilidade de represálias acuada para agir.

O governo que já antes do início da greve disse que cortaria o ponto dos professores que não fossem trabalhar, segue atacando os trabalhadores, e prepara novos ataques, como a reforma administrativa que cortará direitos dos servidores públicos, principalmente da saúde e da educação.

Nós do Esquerda Diário estamos ao lado de todos os trabalhadores e trabalhadoras, efetivos e terceirizados, da saúde e educação e nos colocamos à disposição. Envie sua denúncia. Somente nossa classe organizada será capaz de dar uma saída de fundo a toda essa barbárie.




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