Sociedade

FLEXIBILIZAÇÃO DA QUARENTENA EM SP

Flexibilização da quarentena de Doria em SP resulta em quase 15 mil internados no Estado

quinta-feira 9 de julho| Edição do dia

Ainda estamos no meio da semana, mas os resultados catastróficos da flexibilização da quarentena em SP decretada por João Doria já aparecem de forma alarmante. De acordo com boletim da Secretaria de Saúde divulgado nesta quarta-feira, 08/07, o estado registrou 14.342 pacientes internados com a COVID-19. Trata-se do segundo maior número contabilizado em um único dia no Estado desde o início da pandemia , sendo que o recorde foi justamente no começo desta semana, marcada pela reabertura de bares e do comércio na capital.

Apesar das estatísticas mortais para a classe trabalhadora paulista, o coordenador do comitê de saúde do governo tucano, João Gabbardo, segue negando a crise na saúde pública local, afirmando que, na verdade, as demandas por novas internações estão caindo. Essa declaração está em total sintonia com a "quarentena (nada) inteligente" que está sendo implementada em todo o Estado por João Doria, outro que também já falou na imprensa que acha “aceitável e esperado” os recordes seguidos de óbitos de pacientes nas filas do SUS.

A única coisa que não é aceitável e esperado para Doria e sua equipe de secretários da morte é a diminuição dos lucros dos grandes empresários do comércio. Afinal, nem mesmo o baixo nível de testagem, que o governo do estado tem mantido conscientemente em quantidade insuficientes para a classe operária, está sendo o bastante para esconder que a verdadeira política do governo estadual não tem preocupação com a vida do povo pobre. Diante desse cenário, fica claro, conforme vínhamos denunciando desde o início da pandemia, que o discurso de oposição sensata ao presidente Jair Bolsonaro é pura demagogia, levando em consideração que tanto o negacionismo escrachado do governo federal quanto a quarentena inteligente de Doria têm fundamento na mesma lógica irracional que é base do sistema capitalista: garantir os interesses dos capitalistas.

O que os trabalhadores paulistas precisam neste momento é de testes massivos, garantia de não serem demitidos e uma renda decente. Sem essas medidas simples, mas impensáveis para o governo do estado, Doria levará a morte para patamares ainda mais catastróficos, como já vem acontecendo no interior.

Também é necessário lutar pela ampliação da capacidade dos hospitais e disponibilização de leitos públicos e particulares em uma lista única, na medida em que só ouvimos declarações absurdas como a de João Gabbardo porque seu plano de saúde garante livre acesso para ele e todos os abutres do governo a hospitais privados vazios. Esse conjunto de reivindicações deve ser conduzido em articulação com a exigência de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que a população possa decidir as saídas para essa crise, sem confiança em setores da direita, como STF, Maia ou mesmo nos governadores.




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