Economia

LUCRO DOS BANCOS

Em tempos de crise Itaú registra lucro de mais de 6 bilhões só no primeiro trimestre

Só neste ano o lucro do banco Itaú Unibanco já ultrapassou os 6 bilhões, um crescimento quase 20% maior que no mesmo período do ano passado. A crise financeira parece não atingir os bancos. No dia 27 de abril deste ano o Bradesco também anunciou lucro de 4,07 bilhões.

quarta-feira 3 de maio| Edição do dia

O lucro líquido anunciado hoje pelo Itaú Unibanco foi de R$ 6,176 bilhões de janeiro a março desse ano. É o segundo trimestre consecutivo de crescimento, pois no fim do ano passado o banco registrou de outubro a novembro lucro de R$ 5,817 bilhões, ou seja, houve um crescimento de 6,17%. Ainda se compararmos com o mesmo período do ano anterior (janeiro a março de 2016) quando o lucro do banco foi de R$ 5,162 bilhões houve um crescimento de 19%.

A crise financeira parece não afetar os bancos privados. o Itaú não foi o único a registrar lucro em meio à crise. No dia 27 de abril o Bradesco registrou lucro de R$ 4,65 bilhões no primeiro trimestre de 2017, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Santander também registrou lucro líquido de R$ 2,28 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 37,3% se comparado ao mesmo período de 2016. Ou seja, a crise não afetou os banqueiros, até aumentou seus lucros.

O governo golpista quer responsabilizar os trabalhadores pela crise financeira criada pelos capitalistas. Enquanto os bancos registram lucros bilionários, são os trabalhadores e a juventude quem sofre com a precarização do trabalho. O governo para nos fazer pagar pela crise para manter os lucros dos empresários e dos banqueiros

A aprovação da lei da terceirização significa mais trabalho precário, menos direitos e baixos salários. A reforma da previdência aumenta o nosso tempo de contribuição e idade mínima para aposentadoria. A reforma trabalhista flexibiliza nossa jornada e impõe a vontade do patrão sobre nossos empregos ao estabelecer que os acordos impostos pelos patrões se sobrepõe à CLT e a qualquer garantia trabalhista conquistada a duras penas.

O golpista Temer, que anuncia ser o presidente certo na hora certa, serve aos interesses de uma minoria de ricos empresários e banqueiros para atacar o conjunto da classe trabalhadora e a juventude.

A força mostrada no dia 28 de abril, quando o país inteiro parou e a classe trabalhadora entrou em cena com seus métodos de luta, com greves e cortes de ruas por todos os lados, pode derrubar essas reformas e o governo Temer. Precisamos construir milhares de comitês de base, com milhares de trabalhadores organizados a partir dos seus locais de trabalho, tomando a luta em nossas mãos. É preciso exigir das centrais sindicais um Encontro Nacional de Delegados que prepare uma greve geral que derrube as reformas e o governo Temer. É tarefa da esquerda independente do PT, os parlamentares do PSOL, em especial os sindicatos organizados na CSP-Conlutas e nas Intersindicais, que cumpram um papel destacado na construção de comitês que reúnam milhares e impor esse plano de luta consequente em defesa de nossos direitos e para se livrar de Temer.

Precisamos eleger deputados para uma nova Constituinte que em primeiro lugar anule todas medidas de Temer; que para garantir o emprego para todos reduza as horas de trabalho sem reduzir os salários, re-estatização sob controle dos trabalhadores cada empresa privatizada de Collor a Temer, o não pagamento da dívida pública que só beneficia banqueiros e garanta assim recursos para as aposentadorias, para a saúde e educação, que questione os privilégios dos políticos e dos juízes. Uma nova Constituinte para que sejam os capitalistas, e não nós trabalhadores, que paguem pela crise.




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