Política

Em nova prova de seu golpismo, Marina Silva critica decisão de soltar Lula

Acompanhando os demais setores golpistas que atacaram a decisão do magistrado Rogério Favreto, de soltar o ex-presidente Lula, Marina declarou acompanhar "com atenção e preocupação o desenrolar" dos acontecimentos.

domingo 8 de julho| Edição do dia

A decisão do magistrado Rogério Favreto de soltar o ex-presidente Lula provocou a reação dos setores golpistas, tanto do judiciário que responderam de imediato com Moro, o relator do processo no TRF-4, Gebran Neto, e o presidente do tribunal, Thompson Flores, que suspenderam a decisão liminar; quanto no mundo político com as declarações de Doria ("Felizmente o herói Sérgio Moro manteve Lula na prisão") e a presidenciável Marina Silva que disse acompanhar "com atenção e preocupação o desenrolar" dos acontecimentos.

"A atuação excepcional de magistrado, durante um plantão judicial de fim de semana, não sendo o juiz natural da causa, não deveria provocar turbulências políticas que coloquem em dúvida a própria autoridade das decisões judiciais colegiadas, em especial a do STF", afirmou a ex-senadora, em nota.

Buscando disfarçar seu golpismo por detrás de um discurso de legalidade, a candidata mais uma vez se posicionou com os setores golpistas, legitimando as ações da Lava Jato.

Leia mais: Marina Silva quer continuidade do golpe e avanços do judiciário contra os trabalhadores

"O Estado de Direito é pilar da democracia, e a observância às normas e regras processuais é o caminho pelo qual é possível legitimar a proteção jurídica a quem quer que seja", afirmou a pré-candidata.

A nota emitida pela candidata oculta o comportamento arbitrário do judiciário que está na raiz do golpe e na sua continuidade com a prisão de Lula e o sequestro do direito das pessoas de decidirem. Além disso, o próprio papel que o judiciário vem cumprindo de avançar sobre os direitos dos trabalhadores, punindo as greves e ratificando a reforma trabalhista.

Em geral Marina Silva se caracteriza por manter-se em cima do muro, mas sempre quando é obrigada a se posicionar está no mesmo campo daqueles que defendem o avanço sobre os direitos dos trabalhadores.




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