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Eduardo Bolsonaro segue o pai na defesa do torturador Brilhante Ustra

Desde a votação do impeachment de Dilma na câmara, na qual o deputado Jair Bolsonaro homenageou o torturador da ditadura Carlos Alberto Brilhante Ustra, tanto ele quanto outras figuras da direita têm usado o nome do torturador, deixando claro as evidentes posições reacionárias dessas figuras que sabem, assim como todos do que cometeu e ordenou Ustra na época da repressão ditatorial, mesmo que muitas das provas contra ele tenham sido destruídas.

quarta-feira 9 de maio| Edição do dia

Agora é a vez do filho se embandeirar de Ustra. Na noite da última terça-feira, dia 8, Eduardo Bolsonaro publicou uma foto com uma camiseta com os dizeres “Ustra vive” reivindicando em seu texto que “Ustra vive na Câmara”, apontando para a postura reacionária que a família Bolsonaro e seus aliados tomam na política, e demonstrando esperança de que o pai ganhe as eleições presidenciais que ocorrerão em outubro, se apoiando numa suposta “coragem para assumir o lado da verdade”.

É repugnante que existam setores que se apoiem na tortura e na repressão, principalmente em se tratando do contexto no qual Jair Bolsonaro rememorou Ustra: a votação do impeachment, deixando bem claro o caráter do que se desenhava ali, que foi um golpe institucional que veio para aprofundar ainda mais os ataques aos de baixo. Ao contrário do que diz os Bolsonaro, o lado de Ustra não é o lado da coragem ou da verdade, mas sim o lado mais sujo da burguesia reacionária, o lado da morte, perseguição e tortura daqueles que se levantam contra a exploração e o lado da covardia de esconder e destruir os documentos que registram os acontecimentos da época de Ustra.

Em 2016, assim como em outros momentos, Jair Bolsonaro foi ameaçado de ser condenado pelas barbaridades que fala, fazendo apologia à tortura, ao estupro e mais várias outras formas de violência, sempre marcando bem suas posições conservadoras, no entanto, os setores da burguesia que vem com essa falácia, e que muito provavelmente nunca vão tomar nenhuma ação efetiva contra o deputado, só pretendem com esses burburinhos limpar a cara do golpe e da burguesia, querendo se afastar da ideologia dos Bolsonaro quando na prática ambos os lados dessa direita pretendem igualmente atacas os trabalhadores para fazer valer seus privilégios.

A existência de posições radicais à direita só encampam mais hoje em dia por conta da profunda crise orgânica na qual os velhos partidos da ordem se viram numa quase impossibilidade de representar o conjunto dos brasileiros, que agora se politizam mais, procurando por posições firmes e radicais. Os Bolsonaro surfam nessa onda porque fingem propor o novo enquanto reivindicam para tal, aquilo que há de mais conservador e atrasado na sociedade, se ligando com setores proto-fascistas pretendendo assustar a esquerda, que por sua vez não deve cair num temor a uma suposta onda conservadora, mas sim politizar esses setores da classe trabalhadora à esquerda, chamando mobilizações e respondendo os ataques dos golpistas nas ruas, com os métodos históricos da classe trabalhadora.




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