Mundo Operário

REPRESSÃO

Dirigente da CSP-Conlutas CE, Zé Batista, é preso durante manifestação de trabalhadores

quinta-feira 25 de junho de 2015| Edição do dia

Extraído do site da CSP-CONLUTAS

O representante da executiva estadual da CSP- Conlutas Ceará, Zé Batista, foi preso ontem (24), pela Polícia Militar por apoiar e participar da paralisação de duas horas dos trabalhadores rodoviários em estado de greve, e continua detido.

Como forma de protesto conta a prisão arbitrária, os operários da construção civil e rodoviários de Fortaleza (CE) realizam, nesta quinta-feira (25), um protesto em frente à policia civil.

A manifestação é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro-CE), ambos os sindicatos filiados à Central, que acusam a Polícia os empresários de criminalizarem o movimento.

De acordo com o coordenador geral do STICCRMF, a prisão foi arbitrária e injusta. “Estamos aqui em repúdio a truculência da Polícia e dos empresários, que tentam nos impedir de lutar pelos nossos direitos. Alguns operários saíram de seus trabalhos para apoiar e se juntar a nós”, relatou em entrevista ao Jornal O Povo.

A paralisação é parte do calendário de mobilização dos operários da construção civil e trabalhadores rodoviários em campanha salarial. Ambos com assembléias marcadas para definir o início da greve.

A CSP-Conlutas repudia essa prisão que reflete os interesses dos patrões que buscam impedir que esses trabalhadores saiam em greve unificada e para isso estão utilizando a repressão. Isso é o que explica a ação arbitrária da Policia Militar ao deter o Coordenador da Executiva Estadual da CSP-Conlutas.

Confira a nota do Sintro (CE) sobre a prisão arbitrária:

Nota a sociedade: Lutar não é crime! Entidades denunciam detenção de dirigente sindical

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-Ce) e a CSP-Conlutas vem a público manifestar repúdio a criminalização da luta e dos lutadores sindicais do Ceará, com a detenção arbitrária do dirigente sindical José Batista, durante a mobilização dos motoristas e cobradores no terminal do Papicu, realizada na manhã desta quarta-feira (24).

A paralisação é parte do calendário de luta da categoria, definido em assembleia, realizada no dia 13 de junho. A decisão dos trabalhadores ocorreu após o SINDIÔNIBUS, em uma postura intransigente, se retirar da mesa de negociação e anunciar que não atenderá nenhuma das reivindicações da categoria referente à campanha salarial.

Além disto, a entidade patronal faltou a uma tentativa de mediação convocada pela Câmara Municipal de Fortaleza no dia 19 deste mês. O que prova seu desinteresse pra dialogar com os trabalhadores.

As reivindicações da categoria são extremamente justas e legais, sendo as principais: reajuste salarial de 13%, cestas básica no valor de R$ 130,00 e vale-alimentação de R$ 13,00.

Consideramos que a detenção do coordenador da Executiva Estadual da CSP-Conlutas é parte de uma ofensiva política do SINDIÔNIBUS de intimidar a categoria no seu justo direito de mobilização garantido pela Constituição Federal.

Fica clara a tentativa de criminalização do movimento sindical através da judicialização de medidas que impedem o livre exercício do direito de organização dos trabalhadores e a perseguição de lideranças sindicais.

Por trás dessa estratégia reside o intuito de intimidar os trabalhadores rodoviários e impedir que sua luta evolua até a greve.

José Batista, representante da CSP-Conlutas, realizava no momento de sua arbitrária detenção, uma manifestação de apoio aos trabalhadores rodoviários no carro de som. O que é um direito assegurado a qualquer cidadão de livre expressão de pensamento.

Vale destacar que tal fato ocorreu em extremidade oposta ao local da paralisação e que não houve qualquer impedimento para a saída ou entrada dos ônibus ao terminal.

Não à criminalização das lutas e dos lutadores! Lutar não é crime.




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