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Desemprego aumenta e cai número de trabalhadores com carteira assinada

sexta-feira 29 de junho| Edição do dia

Imagem: businessworld.in

Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, dia 29, 483 mil vagas de emprego com registro na carteira foram fechadas desde maio de 2017 até maio de 2018, no setor privado os postos encolheram 1,5%. O total de vagas formais passou a 32,775 milhões, menor número registrado desde 2012.

Já no que diz respeito ao trabalho autônomo, houve um crescimento de 2,5%, com 568 mil pessoas que recorreram a esta forma de trabalho, o setor de trabalhador familiar auxiliar diminuiu 1,6% e o setor público abriu 319 mil vagas.

Ao mesmo tempo, ainda no setor privado, o número de vagas informais, isto é, sem o registro em carteira de trabalho, subiu 5,7% neste último ano, abrindo 597 mil vagas de emprego com condições trabalhistas precárias. Ou seja, contabilizando no total, houve um aumento de 5,6% de vagas no total, então por que esta situação não é ideal?

Como resposta para a crise financeira, os empresários têm aproveitado para precarizar ainda mais as condições de trabalho, respaldados pela Reforma Trabalhista de Michel Temer, e enquanto isso a mídia burguesa comemora os números mostrados pelo IBGE, dizendo que ‘houve uma melhora”, sem levar em conta que estes registros informais não são protegidos pelas leis trabalhistas.

A política da burguesia e do governo de Temer é fazer com que os trabalhadores tenham seus direitos rifados para que os patrões sigam lucrando mesmo com a profunda crise que o país vem enfrentando, porém, ao mesmo que se negam a manter nossos direitos, seguem pagando à burguesia imperialista a fraudulenta Dívida Pública, que reserva 40% do orçamento anual do país, impedindo que este dinheiro seja usado para os interesses dos trabalhadores.




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